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Greve paralisa frota de ônibus urbano de São Luís

700 mil pessoas foram afetadas pela medida adotada pelos trabalhadores da categoria
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Victor Bianchin

18 fev 2025

2 minutos de leitura

Entrou no segundo dia a greve dos rodoviários de São Luís (MA), que paralisou 100% da frota de ônibus da capital maranhense. Desde segunda-feira, 17, 700 mil passageiros estão sem transporte devido à paralisação.

Os trabalhadores cobram reajuste salarial e benefícios e a greve não tem data para acabar.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET) obteve na Justiça, na última quarta-feira (12), uma liminar determinando que 80% da frota do transporte coletivo de São Luís circule durante a greve, mas a decisão não está sendo cumprida.

De acordo com a liminar, a cada dia que a determinação é descumprida, o sindicato é multado em R$ 100 mil.

A categoria pede desde novembro do ano passado reajuste de 25% para o motorista que acumula função de cobrador.

Também pede reajuste salarial de 15% para motorista que trabalha junto com o cobrador, dentre outros benefícios.

Desde fevereiro, a categoria já realizava audiências no Ministério Público do Trabalho (MPT-MA), junto com representantes do poder público, para buscar medidas que evitassem a greve, sem sucesso.

Na segunda-feira, o prefeito Eduardo Braide (PSD) disse que a greve dos trabalhadores é orquestrada pelos empresários do setor, que buscam um aumento no valor da tarifa da passagem.

“Essa greve que a nossa cidade está vivendo não é dos rodoviários. É dos empresários de ônibus. Ao longo de vários anos, esses empresários foram acostumados a usar os trabalhadores para deixar a população sem transporte e, com isso, forçar o município a autorizar um aumento abusivo nas passagens”, acusou o prefeito.

Prefeitura de São Luís vai pagar Uber por causa da greve

A Câmara Municipal de São Luís aprovou, em caráter de urgência, um projeto de lei que autoriza o prefeito a pagar corridas de carros por aplicativo à população enquanto durar a greve.

Além disso, os vereadores também autorizaram a revogação do contrato com os atuais consórcios, já que Braide os acusa de não cumprirem as regras da licitação de 2016.

Dentre as regras, o aumento da frota, a climatização dos ônibus e a inclusão de acessibilidade em todos os veículos.

O prefeito ainda detalhou como serão feitos os pagamentos para o transporte de passageiros por carros de aplicativo. O dinheiro para custear a medida será descontado do subsídio municipal repassado às empresas (ano passado, esse valor ficou em R$ 89 milhões).