
Cerca de vinte mil veículos deixaram de ser montados e os estoques na cadeia de distribuição no final de setembro haviam caído ao equivalente a 17 dias de vendas. As filas de espera para receber carros encomendados cresceram acentuadamente nas concessionárias.
O efeito da corrida às compras em setembro só não provocou maior transtorno à produção porque as exportações estão em baixa acentuada este ano (42,8%).
Na contramão do segmento de leves, que caiu 7,7%, o setor de caminhões acelerou as linhas de montagem. Em setembro foram fabricados 11.531 unidades (21,2% a mais do que em agosto). Os ônibus recuaram 2,1%, com a montagem de 3.125 chassis.
A produção acumulada de veículos este ano, incluindo veículos pesados, somou 2.323.648 unidades, com um recuo de 8,4% em relação ao ano passado.
Venda recorde
Enquanto a produção derrapava, as vendas estimuladas pela mudança nas regras do IPI batiam recorde histórico na indústria automobilística brasileira, somando 308.718 unidades, das quais 296.652 veículos leves, 10.094 caminhões e 1.972 ônibus. Em relação a agosto os leves avançaram 19,9%, os caminhões 18,1%. Os ônibus recuaram 5,4%.
As vendas totais do ano, até final de setembro, somaram 2.302.050, ficando 4,2% acima das registradas no mesmo período do ano passado. Mas enquanto o segmento de leves está 5,5% em vantagem em relação a 2008, os caminhões perderam 19,6% e os ônibus 18,4%.
As exportações em setembro, incluindo caminhões e ônibus, somaram 43.084 unidades em setembro, caindo 6% em relação a agosto.
As vendas externas até o final de setembro somaram 326.858 unidades e ficaram 42,8% abaixo do resultado no mesmo período de 2008. No caso de caminhões o recuo foi de 67,9%; de ônibus, 41,8%; de leves, 41,4%.