
A última grande mudança estratégica da montadora foi em 2007, quando o então CEO Norbert Reithofer incentivou a marca em um investimento na casa de bilhões de dólares para reduzir o consumo de combustível de seus motores, produzir o seu primeiro veículo elétrico e ser o pioneiro na produção em massa de fibra de carbono. Desta vez, a renovação dos planos também mostra a necessidade da companhia em manter-se na liderança global, uma vez que está diante de ameaças a partir do movimento de renovação de portfólio de grandes rivais, como Mercedes-Benz e Audi.
Entre os lançamentos previstos, a divisão BMWi ganhará pelo menos dois modelos: a versão roadster do híbrido plug-in esportivo i8, juntamente com uma nova versão do compacto elétrico i3 com novos atributos, como aumento da capacidade da bateria e maior autonomia. Além disso, está previsto ainda um híbrido plug-in para a marca Mini. A montadora alemã também pretende lançar mais SUVs, incluindo o X7, bem como o sedã Série 7 e mais modelos com os pacotes da divisão BMW M, de alto desempenho e performance.
Em seu discurso, Krüger disse que um dos objetivos do novo plano estratégico é o de manter as margens de lucro antes de impostos em um mínimo de 10% até 2020. Diferente das concorrentes diretas, que fazem parte de um grupo amplo (Mercedes-Benz da Daimler e Audi do Grupo Volkswagen) a BMW, que carrega consigo as marcas Mini e Rolls Royce, terá de absorver os custos de desenvolvimento dessas novas tecnologias, uma vez que as abordagens da nova estratégia focada em redução de emissões, carros elétricos e condução autônoma irá manter os gastos com pesquisa e desenvolvimento em um nível elevado.
“Temos de gerir o nosso negócio atual para a perfeição, enquanto continua a crescer de forma orientada, a fim de garantir o investimento necessário”, disse Krüger em comunicado.
Além da briga contra seus rivais tradicionais, a BMW também enfrenta o surgimento de novos concorrentes não tão tradicionais no setor, como a Tesla e potencialmente Apple e Google, que mantém planos de atuar com presença cada vez maior no segmento que tange o carro e a internet das coisas.
“Precisamos agir rapidamente no mundo digital e estar preparado para assumir riscos”, disse Krüger.