O anúncio foi feito na segunda-feira, 6, em Brasília, durante encontro da presidente da República, Dilma Rousseff, com o CEO mundial do Grupo Fiat Chrysler, Sergio Marchionne, e o presidente da empresa para a América Latina, Cledorvino Belini. Segundo reportagem da Agência Brasil, Marchionne apresentou durante uma hora e meia os planos da companhia no País, com investimentos que serão usados na produção de automóveis, caminhões, colheitadeiras, autopeças e motores. Com isso, o Grupo Fiat estima gerar 7,7 mil novos empregos diretos e 12 mil indiretos.
Conforme estava previsto no pacote anterior de R$ 10 bilhões, cerca de R$ 4 bilhões estão sendo direcionados à construção da nova fábrica de Goiana, que sozinha deve gerar 4 mil empregos diretos, mas só deve começar a produzir no começo de 2015 – o plano inicial era até 2014. O complexo em Pernambuco também terá uma planta de motores, com investimento anunciado em dezembro passado de R$ 500 milhões. O resto dos recursos, R$ 6 bilhões, iriam para desenvolvimento de produtos e para a ampliação da unidade de Betim, com o objetivo de elevar o potencial produtivo dos atuais 800 mil veículos/ano para 950 mil.
Dentro do aporte adicional de R$ 5 bilhões, segundo relatou Marchionne à presidente Dilma, a fábrica da Iveco em Sete Lagoas (MG) receberá recursos para implantar a unidade de caminhões especiais Magirus e a divisão de veículos de defesa. A linha de produção de tratores da CNH em Curitiba (PR) também ficara com parte dos aportes.
Além da expansão de capacidades produtivas no País, Marchionne disse que os R$ 15 bilhões englobam investimentos para atender às metas do Inovar-Auto, a política industrial desenhada para o setor automotivo nacional que oferece incentivos para quem investir em pesquisa e desenvolvimento, redução de consumo de combustível e amento de compras locais. Os recursos também serão usados na melhoria de processos logísticos e de manufatura.