Na Europa, a empresa observou uma estabilidade técnica dos volumes, com leve queda de 0,9% enquanto o mercado local apresentou retração de 3%. Já os mercados fora do bloco europeu seguiram a tendência de retração mais acentuada.
As vendas globais do grupo foram prejudicadas principalmente pela na China, com vendas 23,7% menores, pela Rússia, segundo maior mercado da companhia no mudo (atrás da Europa) e onde as entregas diminuíram 0,9%. A marca também sofreu as consequências de um mercado enfraquecido na Argentina, cuja crise abala o setor automotivo como um todo a partir de uma retração total de 50,2%, e também pela Turquia, onde a indústria automotiva registrou retração de quase 49% na primeira metade do ano.
“Na segunda metade do ano, vamos nos concentrar nos lançamentos do novo Clio e do novo ZOE na Europa, no Arkana na Rússia, Triber na Índia e no Renault City K-ZE na China”, disse o membro do comitê executivo, diretor comercial e regional do Grupo Renault, Olivier Murguet. |
|
TUDO VAI BEM NO BRASIL. PARA A RENAULT. |
O Brasil é um dos poucos mercados no mundo onde a Renault ainda cresce. Por aqui, a marca superou a recuperação do mercado, que subiu 10,5% nos seis primeiros meses do ano. Com vendas de 112,8 mil veículos, as entregas aumentaram 20,2%, o que garantiu uma alta de 0,7 pontos porcentuais, elevando a participação para 9,1%. Em junho, o País figurou como o quinto maior mercado para o grupo, atrás de França, Rússia, Alemanha e Itália.
Segundo a Renault, o desempenho positivo se deve principalmente às boas vendas do compacto Kwid, com mais de 40,5 mil unidades emplacadas no período, um aumento de 36,5% tornando o modelo o quinto mais vendido no primeiro semestre.
Em seu relatório de balanço do primeiro semestre, ao comentar sobre as perspectivas para 2019, o Brasil é o único mercado onde o Grupo Renault espera um crescimento total das vendas de veículos, na faixa dos 8% sobre 2018.
Com relação às vendas mundiais do segmento, a companhia espera queda em comparação com o ano passado, embora não mencione o índice. Para a Europa, a expectativa é de um mercado estável, excluindo o Brexit, e na Rússia as vendas devem cair entre 2% e 3%.
