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Balanço

Grupo Renault: vendas mundiais avançam 5% no trimestre

O Grupo Renault divulgou na sexta-feira, 25, desempenho financeiro no primeiro trimestre deste ano. Com 636,2 mil unidades vendidas, alta de 5,1% ante mesmo período de 2012, a empresa faturou € 8,2 bilhões, € 7,7 bilhões gerados apenas pela divisão automotiva, que teve queda de 0,1% na comparação anual. O Banco RCI, que financia veículos da aliança Renault-Nissan, gerou € 530 milhões, valor 0,2% maior do que o anotado no primeiro trimestre de 2013.
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Redação AB

25 abr 2014

2 minutos de leitura

Em comunicado, a Renault diz que a leve retração na divisão automotiva ocorreu por causa da queda das principais moedas dos países emergentes em relação ao euro, parcialmente compensada por elevação de preços dos veículos.

Nas Américas, as vendas do grupo avançaram 8,9%, em um mercado em queda de 3,5%. No Brasil, os emplacamentos tiveram alta de 21,8%, na contramão da indústria, que anotou retração de 1,8%. A Renault teve participação de 6,7% no mercado nacional, o que representa alta de 1,3% em comparação com o primeiro trimestre de 2013. Na Argentina, os emplacamentos do grupo caíram 7,7%, mas abaixo do recuo do mercado argentino, de 13%. No país, a Renault teve 15% de market share, em alta de 0,9%.

Na Europa, seu continente de origem, o Grupo Renault teve alta de 17,7% nos licenciamentos, em um mercado em crescimento de 8,2%, onde Clio, Captur, e Sandero se destacaram. Sua participação no mercado de veículos de passeio e utilitários foi de 9,7% nos primeiros três meses, em alta de 0,8 ponto percentual. A marca Renault foi a terceira mais vendida, com market share de 7,2%. Já a Dacia teve fatia de 2,5% no mercado europeu.

Na região Ásia-Pacífico, os emplacamentos do grupo caíram 30%, principalmente em razão da situação no Irã e da queda do mercado indiano. Na Coreia do Sul, a Renault Samsung Motors registrou volumes em alta de 16,9%, com uma participação de mercado de 4%, em alta de 0,3 ponto percentual.

EXPECTATIVAS PARA 2014

O Grupo Renault constatou evolução desigual de seus principais mercados no primeiro trimestre. Enquanto que os principais mercados emergentes, como o Brasil, estão em desaceleração, a recuperação do mercado europeu parece melhor do que o esperado. Neste cenário incerto, o grupo prevê que os mercados russo e brasileiro apresentem ligeira queda em 2014. Por outro lado, o mercado europeu deve crescer de 2% a 3% neste ano.