
“O Grupo Volkswagen está bem posicionado com 12 marcas fortes, portfólio de produtos atraente e a presença crescente em todas as principais regiões do mundo com flexibilidade na produção”, avalia Martin Winterkorn, CEO da companhia.
A corporação anotou avanço de 10,4% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês), para € 14,83 bilhões. O lucro operacional, no entanto, que envolve apenas a atividade principal da empresa, teve leve retração de 1,6% nos primeiros nove meses do ano, para € 8,83 bilhões. O Grupo aponta que os ganhos foram impactados pela conclusão da integração da Porsche, aumento de participação na MAN e aquisição da Ducati.
A queda no lucro operacional se aprofundou no terceiro trimestre do ano, com retração de 19% em relação ao mesmo período de 2011, para € 2,34 bilhões. O resultado deixa de fora € 2,8 bilhões registrados no nas joint ventures que a organização mantém na China. A receita obtida com vendas segue no caminho contrário, com evolução de 26,8%, para € 48,8 bilhões. O Ebitda do período chegou a € 4,53 bilhões, com expansão de 1,9%.
EVOLUÇÃO GLOBAL
A companhia comemora leve aumento de participação no mercado global de veículos de passageiro entre janeiro e setembro de 2011. O market share avançou 0,3 ponto porcentual para 12,6%. As vendas das marcas do grupo somaram 6,97 milhões de veículos no período. Entre os negócios no segmento de carros de passageiros, houve expansão dos resultados da Volkswagen, para 3,63 milhões de unidades, da Skoda (551 mil emplacamentos), e da Bentley (7 mil). Foi registrado desempenho positivo também nas atividades na China, onde os emplacamentos chegaram a 1,92 milhões de carros da VW. A Audi registrou redução de 12% no volume total de vendas, para 1 milhão de unidades nos nove meses de 2012.
As vendas na América do Sul tiveram crescimento de 7,4, para 752,2 mil veículos. O resultado foi puxado pelo Brasil, onde a Volkswagen vendeu 573,6 mil carros e cresceu 8,1% impulsionada pela redução do IPI para o setor anunciada no fim de maio e prorrogada até 31 de dezembro (leia aqui). Outro ponto favorável para as vendas no País, segundo a companhia, foi a facilidade de acesso ao crédito, principalmente no terceiro trimestre do ano. Em compensação, entre janeiro e setembro as vendas na Argentina cresceram tímidos 1,7%, para 135,1 mil. Os negócios no país foram afetados pela adoção de medidas para limitar as importações.
O Grupo anotou crescimento de 2,4% nas vendas na União Europeia, puxado pela Alemanha e Reino Unido, para 3 milhões de carros. A Alta chegou a 23,1% no leste europeu, com expressiva evolução de 50% na Rússia, para 234,9 mil unidades. Houve expansão de 25,4% na América do Norte para 608,5 mil emplacamentos. Com 2,2 milhões de modelos leves, houve avanço de 18,2% na região Ásia-Pacífico, que inclui China, Índia e Japão.
Entre as marcas de veículos comerciais, o emplacamento de modelos Volkswagen Caminhões e Ônibus avançou tímidos 0,6%, para 330 mil veículos. Já os negócios da Scania diminuíram 20,3%, para 47 mil unidades. As vendas de modelos MAN somaram 101 mil unidades. O maior mercado do Grupo foi a Europa, que absorveu 85,9 mil veículos, seguida pela América do Sul, responsável pela venda de 52,1 mil unidades, 43,7 mil delas no Brasil.