“O Grupo Volkswagen e suas marcas tiveram um bom início no segundo semestre do ano”, diz Christian Klingler, conselheiro de vendas do grupo. “No entanto, a incerteza econômica continua a ofuscar as condições da indústria automotiva mundial”, pondera.
As regiões da Europa e Ásia-Pacífico foram as únicas responsáveis pelo avanço da Volkswagen. No continente americano houve queda, tanto no norte quanto no sul. Segundo relatório da empresa, a América do Sul vendeu 410,7 mil carros do grupo até julho, o que representa uma retração anual de 21,5%. Desse total, 320,3 mil unidades foram entregues no Brasil, mercado em que o grupo teve queda de 17,1%.
Na América do Norte, as vendas do grupo caíram 2,3%, para 500,7 mil unidades. Os Estados Unidos compraram 337,7 mil carros no período, 5,4% a menos do que em período equivalente do ano passado.
Na Europa, as marcas venderam 2,32 milhões de veículos até julho, volume 7,2% maior na base de comparação anual. A Alemanha sozinha consumiu 724,3 mil unidades, em alta de 6,7%.
A Ásia-Pacífico foi a região que mais contribuiu para o avanço global. As entregas do grupo por lá chegaram a 2,31 milhões de unidades, com avanço de 15,5%. A China, maior mercado do grupo na região, vendeu sozinha 2,10 milhões de carros, volume 17,2% maior do que o dos primeiros sete meses do ano passado.
MARCAS
A marca Volkswagen de veículos de passeio vendeu mundialmente 3,56 milhões de unidades de janeiro a julho, registrando alta de 3,8% sobre igual intervalo de 2013. Teve bom desempenho na Ásia-Pacífico, com avanço 16,2%, para 1,72 milhão de unidades, e também na Europa, com leve acréscimo de 2,9%, para 1 milhão de carros. Já na América do Norte, a marca vendeu 333,4 mil carros, em retração de 8%.
A Audi vendeu pouco mais de 1 milhão de veículos nos sete meses, o que representa avanço anual de 11,1%. A Ásia-Pacífico contribuiu com expansão de 17,5%, para 375 mil emplacamentos na região. Na América do Norte, as vendas da Audi somaram 119,4 mil unidades, com avanço de 12,7%.
A marca de esportivos Porsche fechou os primeiros sete meses com um total de 104,9 mil emplacamentos, volume 10% maior. A região da Europa consumiu 35,2 mil unidades, com alta de 14,6%, enquanto Ásia-Pacífico vendeu 32,2 mil carros, 13,4% a mais no ano. Na América do Norte, a marca também avançou, o equivalente a 10,5%, para 30,6 mil carros.
A Skoda encerrou o acumulado até julho com avanço de 13,3% nas vendas, chegando a 605,3 mil unidades. Desse total, 159,6 mil foram vendidos na Europa, e 164,3 mil na Ásia-Pacífico, onde a marca viu suas encomendas crescerem 5,7%.
A Seat, por sua vez, continuou a crescer. Vendeu 234,6 mil carros, anotando avanço de 10,6% na comparação anual. A demanda pela marca foi impulsionada pelo mercado europeu, onde as entregas chegaram a 200,1 mil unidades, volume 14,3% maior.
A marca Volkswagen de veículos comerciais teve retração de 3,9% até julho, conseguindo vender no período 255,2 mil caminhões. A Europa comprou 191 mil unidades, 6,1% a mais; e a Ásia-Pacífico ficou com 13 mil unidades, volume 6,2% maior do que o observado em mesmo período de 2013. Neste balanço, o Grupo Volkswagen não computa as vendas das marcas MAN e Scania.