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Grupo Volkswagen corta € 1 bi de investimentos em 2016

O Grupo Volkswagen anunciou na semana passada que irá reduzir em € 1 bilhão sua média anual programada de investimentos, de € 13 bilhões para € 12 bilhões em 2016. Segundo a companhia informou em comunicado na sexta-feira, 20, o objetivo é “alinhar as atividades de investimentos da empresa com a situação atual”, em que a empresa sofre os impactos negativos causados pelo escândalo de emissões fraudadas de seus motores diesel instalados em 11 milhões de veículos em todo o mundo, com custos em indenizações, multas e recalls ainda não inteiramente calculados. O grupo assegura que serão mantidos e até aumentados os aportes no desenvolvimento de novos produtos e da nova plataforma para carros elétricos. Os cortes vão mirar principalmente os custos com propriedades, fábricas e equipamentos.
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Redação AB

23 nov 2015

3 minutos de leitura

“Estamos operando em tempos incertos e voláteis e estamos respondendo a isso”, justificou o CEO Matthias Müller, após participar de uma reunião regular com o conselho de supervisão na sexta-feira na sede do Volkswagen, em Wolfsburg, Alemanha. “Vamos priorizar estritamente todos os gastos e investimentos programados. Conforme anunciado, tudo que não é absolutamente necessário será cancelado ou adiado”, acrescentou Müller em comunicado.

Entre os cortes previstos, foi suspensa a construção de um novo centro de design em Wolfsburg, o que deve trazer economia de € 100 milhões ao orçamento do grupo. Será também revisto o planejamento da nova cabine de pintura para a planta da Volkswagen no México. Na linha de produtos, foi adiado o desenvolvimento do sucessor do sedã de luxo Phaeton – previsto para ser um modelo 100% elétrico. “Nas próximas semanas vamos revisar ou potencialmente cancelar gastos, ou distribui-los em uma extensão maior (de tempo), mas sem colocar em risco nossa viabilidade futura”, explicou Müller. “Em conjunto com os representantes do conselho de trabalhadores faremos todos os esforços para manter a bordo nossa força de trabalho”, acrescentou.

Ao mesmo tempo, o CEO anunciou a intenção de aumentar em aproximadamente € 100 milhões os investimentos previstos em tecnologia de propulsão alternativa em 2016. “Não vamos cometer o erro de economizar com nosso futuro. Por essa razão estamos planejando elevar os gastos no desenvolvimento da mobilidade elétrica e digitalização”, destacou Müller. O objetivo é acelerar os projetos de sistemas elétricos de propulsão para os carros do grupo que integram as marcas Volkswagen, Audi e Porsche.

A maior parte dos aportes previstos será destinada a novos produtos, evolução das plataformas modulares (como a MQB) e complementação de investimentos em expansão de capacidade já em andamento. Exemplos de projetos que fazem parte desse programa são as novas gerações do VW Golf, Audi Q5 e nova Crafter na Polônia, bem como o desenvolvimento da plataforma modular MEB para veículos elétricos. Segundo a companhia, cerca de 50% de todos os gastos de capital (capex) serão destinados a 28 localidades pertencentes ao Grupo VW na Alemanha.

De acordo com o comunicado do grupo, os valores anunciados não incluem as joint ventures da companhia na China. Essas empresas, onde a VW é sócia do governo chinês, vão manter o nível de investimentos programados em cerca de € 4,4 bilhões em 2016, que serão financiados por fundos próprios dessas sociedades.