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Grupo Volkswagen lucra 19,3% mais no semestre

O Grupo Volkswagen, que recentemente foi apontado como possível comprador da Fiat Chrysler Automobiles (leia aqui), não só está com as contas em dia como tem capital de sobra para aquisições. Mesmo com dificuldades econômicas em mercados emergentes, como o Brasil, e depois de ter desembolsado € 6,7 bilhões na compra da Scania (leia aqui), o grupo fechou o primeiro semestre deste ano com € 14 bilhões em caixa, como aponta balanço financeiro divulgado na quinta-feira, 31. O valor é 23,6% maior do que a reserva de mesmo intervalo do ano passado.
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Redação AB

31 jul 2014

4 minutos de leitura

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O grupo faturou € 98,8 bilhões de janeiro a junho, valor praticamente igual ao do mesmo período de 2013 (€ 98,6 bilhões). E só não conseguiu receita maior devido a efeitos cambiais negativos, conforme explica o documento. O lucro líquido foi de € 5,7 bilhões, em alta de 19,3% sobre os € 4,7 bilhões do primeiro semestre de 2013. Enquanto o lucro operacional cresceu 17,5%, para € 7,8 bilhões.

A demanda global por veículos do grupo aumentou 6,8% no semestre, passando de 4,8 milhões para 5,2 milhões de unidades vendidas. Houve crescimento na Ásia-Pacífico, Europa Ocidental, América do Norte e Europa Central. Na América do Sul e Europa Oriental, contudo, houve desaquecimento dos mercados.

“Apesar de ventos contrários, nosso desempenho financeiro nos primeiros seis meses foi bom. À luz de fortes pressões competitivas, de situação tensa em algumas economias emergentes e de mudanças técnicas e econômicas em nossa indústria, estamos trabalhando duro para criar todas as condições de que precisamos hoje para garantir o sucesso de amanhã. Estou confiante de que não vamos recuar a partir do caminho que escolhemos”, declarou Martin Winterkorn, CEO do Grupo Volkswagen, durante apresentação dos resultados.

A liquidez da divisão automotiva é de € 14 bilhões, em baixa de 17% sobre os € 16,8 bilhões do ano passado. A queda é explicada pela aquisição da Scania e também por gastos em fábricas e em modelos a serem lançados em 2014 e 2015.

MARCAS

A boa saúde financeira da Volkswagen pode ser explicada pelo forte desempenho de suas marcas premium. A Porsche, talvez a mais prestigiada delas, vendeu 87,8 mil veículos no semestre, volume 8% maior do que no ano passado. Fechou o período com € 8,2 bilhões faturados, em alta de 16% na comparação anual. Hoje, a Porsche é a marca automotiva com a maior margem operacional, de 17%. Registrou lucro operacional de € 1,4 bilhão no semestre, o que representa avanço de 8%.

A também premium Audi teve lucro operacional praticamente igual ao do ano passado, passando de € 2,6 bilhões para € 2,7 bilhões. O grupo cita a expansão da rede de produção como um dos motivos para o crescimento. Sua margem de retorno sobre as vendas foi de 10% no período.

O lucro operacional de outra premium, a Bentley, teve boa alavancada, de € 58 milhões para € 95 milhões neste semestre. Sua margem de lucro foi de 10,7%. A Skoda gerou lucro operacional de € 425 milhões, com aumento considerável sobre os € 243 milhões do primeiro semestre de 2014. Já a Seat teve € 37 milhões de lucro bruto.

A marca com o maior volume de vendas do grupo, a própria Volkswagen, tem atualmente margem de 2,1%. Seu lucro operacional no semestre foi de € 1 bilhão, em queda sobre o € 1,5 bilhão do ano passado. Segundo a companhia, o resultado foi impactado negativamente por volumes mais baixos de vendas, taxas de câmbio desfavoráveis e investimentos em novas tecnologias.

O lucro operacional da Volkswagen Veículos Comerciais aumentou 13,5%, de € 246 milhões para € 280 milhões. O da Scania subiu de € 464 milhões para € 476 milhões. A MAN saiu do prejuízo de € 124 milhões para um lucro operacional de € 222 milhões.

A divisão de serviços financeiros da Volkswagen gerou lucro operacional de € 776 milhões nos primeiros seis meses de 2014, com um crescimento de 11,5%. Em todo o mundo foram assinados 2,3 milhões de novos contratos de financiamentos, leasing e serviços, o que representa uma alta de 16,1%.

PROJEÇÕES

Diante dos resultados positivos, Winterkorn diz que as perspectivas do Grupo Volkswagen estão mantidas. Se as condições econômicas contribuírem, a empresa espera por receita em torno de 3% maior do que a do ano anterior. A companhia prevê um retorno operacional sobre as vendas entre 5,5% e 6,5% em 2014.

“Nosso grupo tem registrado forte crescimento nos últimos anos. Isso nos oferece muitas oportunidades para tornar todas as nossas marcas mais eficientes e para alavancar sinergias. A nossa prioridade agora é explorar este potencial”, apontou Winterkorn.