
O grupo faturou € 98,8 bilhões de janeiro a junho, valor praticamente igual ao do mesmo período de 2013 (€ 98,6 bilhões). E só não conseguiu receita maior devido a efeitos cambiais negativos, conforme explica o documento. O lucro líquido foi de € 5,7 bilhões, em alta de 19,3% sobre os € 4,7 bilhões do primeiro semestre de 2013. Enquanto o lucro operacional cresceu 17,5%, para € 7,8 bilhões.
A demanda global por veículos do grupo aumentou 6,8% no semestre, passando de 4,8 milhões para 5,2 milhões de unidades vendidas. Houve crescimento na Ásia-Pacífico, Europa Ocidental, América do Norte e Europa Central. Na América do Sul e Europa Oriental, contudo, houve desaquecimento dos mercados.
“Apesar de ventos contrários, nosso desempenho financeiro nos primeiros seis meses foi bom. À luz de fortes pressões competitivas, de situação tensa em algumas economias emergentes e de mudanças técnicas e econômicas em nossa indústria, estamos trabalhando duro para criar todas as condições de que precisamos hoje para garantir o sucesso de amanhã. Estou confiante de que não vamos recuar a partir do caminho que escolhemos”, declarou Martin Winterkorn, CEO do Grupo Volkswagen, durante apresentação dos resultados.
A liquidez da divisão automotiva é de € 14 bilhões, em baixa de 17% sobre os € 16,8 bilhões do ano passado. A queda é explicada pela aquisição da Scania e também por gastos em fábricas e em modelos a serem lançados em 2014 e 2015.
MARCAS
A boa saúde financeira da Volkswagen pode ser explicada pelo forte desempenho de suas marcas premium. A Porsche, talvez a mais prestigiada delas, vendeu 87,8 mil veículos no semestre, volume 8% maior do que no ano passado. Fechou o período com € 8,2 bilhões faturados, em alta de 16% na comparação anual. Hoje, a Porsche é a marca automotiva com a maior margem operacional, de 17%. Registrou lucro operacional de € 1,4 bilhão no semestre, o que representa avanço de 8%.
A também premium Audi teve lucro operacional praticamente igual ao do ano passado, passando de € 2,6 bilhões para € 2,7 bilhões. O grupo cita a expansão da rede de produção como um dos motivos para o crescimento. Sua margem de retorno sobre as vendas foi de 10% no período.
O lucro operacional de outra premium, a Bentley, teve boa alavancada, de € 58 milhões para € 95 milhões neste semestre. Sua margem de lucro foi de 10,7%. A Skoda gerou lucro operacional de € 425 milhões, com aumento considerável sobre os € 243 milhões do primeiro semestre de 2014. Já a Seat teve € 37 milhões de lucro bruto.
A marca com o maior volume de vendas do grupo, a própria Volkswagen, tem atualmente margem de 2,1%. Seu lucro operacional no semestre foi de € 1 bilhão, em queda sobre o € 1,5 bilhão do ano passado. Segundo a companhia, o resultado foi impactado negativamente por volumes mais baixos de vendas, taxas de câmbio desfavoráveis e investimentos em novas tecnologias.
O lucro operacional da Volkswagen Veículos Comerciais aumentou 13,5%, de € 246 milhões para € 280 milhões. O da Scania subiu de € 464 milhões para € 476 milhões. A MAN saiu do prejuízo de € 124 milhões para um lucro operacional de € 222 milhões.
A divisão de serviços financeiros da Volkswagen gerou lucro operacional de € 776 milhões nos primeiros seis meses de 2014, com um crescimento de 11,5%. Em todo o mundo foram assinados 2,3 milhões de novos contratos de financiamentos, leasing e serviços, o que representa uma alta de 16,1%.
PROJEÇÕES
Diante dos resultados positivos, Winterkorn diz que as perspectivas do Grupo Volkswagen estão mantidas. Se as condições econômicas contribuírem, a empresa espera por receita em torno de 3% maior do que a do ano anterior. A companhia prevê um retorno operacional sobre as vendas entre 5,5% e 6,5% em 2014.
“Nosso grupo tem registrado forte crescimento nos últimos anos. Isso nos oferece muitas oportunidades para tornar todas as nossas marcas mais eficientes e para alavancar sinergias. A nossa prioridade agora é explorar este potencial”, apontou Winterkorn.