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Grupo Volkswagen: lucro líquido cresce 29% em nove meses

O lucro líquido do Grupo Volkswagen cresceu quase 30% no acumulado entre janeiro e setembro ao totalizar € 8,6 bilhões, 29,6% acima do resultado de € 6,7 bilhões apurados em iguais meses do ano passado, segundo balanço financeiro divulgado pela companhia, que considerou o crescimento como robusto, apesar do ambiente incerto do mercado global, ainda em curso. O lucro operacional avançou 10%, para € 9,4 bilhões, sem considerar a parcela obtida com as joint ventures na China, onde a empresa apurou lucro operacional de € 3,9 bilhões, aumento de 11,4%. O faturamento global do grupo subiu 1,3% ao somar € 147,7 bilhões.
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Redação AB

31 out 2014

4 minutos de leitura

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“Nós tornamos muito sólido nosso desempenho no acumulado do ano. No entanto, temos de agora continuar a concentrar em lançar bases que nos permitirá responder aos grandes desafios tecnológicos e econômicos enfrentados pela indústria automotiva. Para conseguir isso, lançamos com sucesso o nosso programa ‘Future Tracks’, que visa aumentar de forma sustentável a nossa eficiência, flexibilidade e rentabilidade, fazendo com que a Volkswagen esteja apta para o futuro”, disse Martin Winterkorn, CEO e presidente do conselho de administração do Grupo Volkswagen.

As vendas globais continuaram a aumentar ao longo dos nove meses do ano, embora em ritmo ligeiramente mais lento do que no ano passado, com variação de região para região. As marcas que compõem o grupo entregaram 7,5 milhões de unidades em todo o mundo, 5% acima do volume registrado nos nove meses de 2013, sendo Ásia-Pacífico, América do Norte e Europa (ocidental e central) responsáveis por aumento das vendas, enquanto que na América do Sul e Europa Oriental os registros foram bem menores do que os do ano passado (leia aqui).

Contudo, o CEO Winterkorn reforçou a meta do grupo: “Estamos em uma posição para alcançar as 10 milhões de entregas este ano”, acrescentando que os desafios continuarão a partir do difícil ambiente de mercado e concorrência acirrada, bem como taxa de juros e de câmbio, além de volatilidade e flutuações nos preços das matérias-primas. O executivo lembra que o sistema de kit de ferramentas modular, continuamente ampliado pelas marcas do grupo, terá um efeito cada vez mais positivo sobre a estrutura de custos da companhia.

MARCAS

O desempenho da Audi salvou o balanço do grupo, como tem acontecido há meses: seu lucro operacional alcançou € 3,8 bilhões de janeiro a setembro, alta de 2,7% sobre o mesmo acumulado do ano passado, reflexo do maior valor agregado ao produto, aumento dos volumes de vendas, em especial na China, e menores custos de materiais, enquanto altos investimentos iniciais em novos produtos e tecnologias, bem como na expansão da rede de produção internacional teve um efeito adverso. A margem operacional foi de 9,7%.

Por sua vez, a Volkswagen reportou lucro operacional de € 1,7 bilhão contra os ganhos de € 2,1 bilhões no ano passado, impactados por menores volumes de vendas, em especial na América do Sul, efeitos cambiais negativos no primeiro semestre e despesas iniciais mais elevadas para tecnologias, ao mesmo tempo de redução dos custos de materiais, embora a empresa reporte que o mix de produtos teve um efeito positivo. Neste período, a margem operacional ficou em 2,3% – há um ano foi de 2,9%. Apesar disso, a marca manteve seu objetivo de atingir retorno operacional em vendas de mais de 6% o mais tardar até 2018.

Já a Porsche conseguiu equilibrar o resultado estável de € 1,9 bilhão com maiores volumes de vendas em contrapartida ao aumento dos custos de desenvolvimento e de custos fixos.

A marca de luxo Bentley viu seu lucro operacional subir de € 98 milhões em 2013 para € 125 milhões neste ano, até o consolidado de setembro, enquanto Skoda superou de forma significativa, em 75%, para € 651 milhões. Por sua vez, a Seat verificou prejuízo menor que do ano passado, passando de € 93 milhões para € 82 milhões este ano, também como parte do esforço de equilíbrio entre o efeito positivo de volume de vendas e custos com materiais.

A divisão de veículos comerciais fechou o período com crescimento de 10,5% no lucro operacional, para € 378 milhões. A Scania gerou € 700 milhões, incremento de 1,3%, enquanto a MAN registrou aumento em mais de seis vezes o valor do lucro operacional do ano passado, de € 47 milhões para € 304 milhões.

“Dado o desempenho atual do grupo, estou convencido de que vamos cumprir os nossos objetivos para o ano fiscal de 2014”, concluiu Winterkorn.