Mirela Oliveira Herzog Zunino, engenheira de qualidade da Marcopolo, explica que a cromatização de ligas de alumínio é um dos tratamentos superficiais de melhor desempenho no que se refere à resistência anticorrosiva. O processo consiste em converter quimicamente a camada de alumínio em uma camada muito fina de cromatos, que atribui excelente aderência à pintura de acabamento e elevada resistência à corrosão. “Entretanto, a utilização do cromatizante à base de cromo hexavalente conta com uma elevada toxicidade, da qual tínhamos como objetivo eliminar”, diz.
Segundo ela, o cromo trivalente tem uma estrutura mais estável e é menos tóxico. Uma vez misturado na água, ele é mais fácil de ser eliminado. Além disso, gera 50% a menos de resíduos durante a sua aplicação, que também é mais rápida. O novo cromatizante, denominado Bonderite 3700, será usado em chapas de alumínio e ligas em processos de imersão ou jato e apresenta a mesma qualidade do processo convencional.