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Henkel projeta crescimento para divisão automotiva

Com portfólio amplo, Brotherhood pretende largar na frente na retomada
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Redação AB

01 nov 2017

2 minutos de leitura

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Depois de três longos anos de contração na indústria automotiva, a Henkel enfim percebe aquecimento de seus negócios no setor. “Este ano fizemos uma série de revisões das nossas expectativas porque a evolução da demanda nos surpreendeu. Ainda assim, nossa projeção é de que o crescimento mais consistente virá apenas entre 2018 e 2019”, diz Murilo Brotherhood, diretor de soluções químicas para setor automotivo da companhia. Ele afirma, no entanto, que a empresa não trabalha com crescimento de dois dígitos em nenhum cenário.

A divisão automotiva da Henkel fornece selantes, adesivos e tratamento de superfície para a indústria. “Se os últimos anos foram difíceis para as montadoras, para os fornecedores foi ainda pior”, afirma, citando a enorme pressão sobre os preços e margens da companhia, que forçou um trabalho interno para reduzir custos, mas sem enxugar o quadro de funcionários. Ao contrário: em 2016 a companhia ampliou em 5% seu número de colaboradoras, considerando todas as divisões, para 950 pessoas no Brasil baseados entre a área administrativa e três fábricas, em Diadema, Itapevi e Jundiaí, todas no Estado de São Paulo.



Brotherhood diz que, para enfrentar o período difícil, a Henkel reforçou o posicionamento como fornecedora de soluções, não simplesmente de produtos. Um dos exemplos deste compromisso foi a oferta de uma tecnologia de tratamento de superfície mais atual para a Mercedes-Benz, em Juiz de Fora, que conseguiu economizar 1 milhão de litros de água por ano ao incorporar a novidade na planta. “Há uma série de possibilidades. Nossos produtos podem ser usados para reduzir peso do veículo, algo que as empresas buscam cada vez mais”, diz.

A maior parte do portfólio da marca é produzidas localmente, mas alguns itens de baixo volume, mais voltados ao segmento premium, seguem importados, como determinados adesivos para o fechamento do motor, por exemplo. “Dependendo do momento e do produto podemos trazer da Alemanha, ou dos Estados Unidos”, diz. A gama da companhia é ampla, são cerca de 300 produtos. “Ninguém tem portfólio tão completo”, conta, admitindo que a Henkel tem concorrentes relevantes, mas seguro de que a empresa é a mais preparada para tirar proveito da aguardada retomada dos negócios.