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Homologação de vidros parada nas montadoras

Giovanna Riato, AB
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Giovanna Riato

13 abr 2011

2 minutos de leitura

A portaria que torna obrigatória a certificação de vidros automotivos foi aprovada em julho do ano passado mas ainda não é uma realidade no mercado. Enquanto os fornecedores de vidros para o segmento afirmam estar preparados, as montadoras ainda não se organizaram para atender à nova norma.

“Nós já estamos prontos. A questão está parada nas montadoras, que terão problemas para homologar vidros de veículos com baixo volume de vendas”, explica Rubens César Sautner, gerente comercial da Saint-Gobain Sekurit. O executivo afirma que será custoso fazer com que todos os vidros saiam das montadoras com o logotipo de certificação do Inmetro.

A portaria determina que os fabricantes têm até junho de 2011 para iniciar a homologação de vidros de segurança temperados e vidros de pára-brisa. A regra vale para compenentes fabricados no Brasil e para importados, que têm participação no mercado inferior a 10%, segundo Sautner. “A logística para o vidro é muito complicada, não compensa importar”, diz o executivo. Segundo ele, os componentes trazidos de fora atendem à manutenção dos carros importados, que estão crescendo em participação no mercado nacional.

O Instituto de Qualidade Automotiva (IQA), que será responsável pela homologação do componente, afirma que não há nenhuma informação oficial que indique qualquer entrave ao início da certificação. “Sempre há rumores no mercado. A nossa certeza é que a portaria foi publicada no Diário Oficial da União e até agora o Inmetro não indicou alterações”, afirma Alexandre Xavier, gerente de novos negócios da entidade.

A certificação de autopeças é defendida pelo IQA desde sua fundação, em 1995. Xavier avalia que a legislação de qualidade no Brasil é muito mais branda que a de outros países da região, como Argentina e Bolívia. “Qualquer empresa pode comercializar componentes sem qualquer garantia de que o produto proporcione segurança ao consumidor”, alerta.