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Honda abre PDV na divisão de motocicletas

A Honda abriu um Programa de Demissão Voluntária (PDV) e suspendeu a produção do setor HDA2 da fábrica de Manaus, inaugurado em 2010 com investimento de R$ 90 milhões para elevar a capacidade produtiva da empresa de 1,5 milhão para 2 milhões de motos por ano. As iniciais HDA vêm de Honda da Amazônia, que faz 40 anos em 2016.
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cria

03 mar 2016

2 minutos de leitura

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A fabricante espera a adesão ao PDV de 300 funcionários de diferentes níveis hierárquicos e que trabalhem em Manaus, São Paulo e Indaiatuba. O setor HDA2 foi concebido para produzir motonetas e scooters. Ali eram montadas a Biz (segunda moto mais vendida do Brasil), a Pop 110i, os scooters Lead 110 e PCX 150, mais quadriciclos e motores estacionários.

A produção se concentrará agora no Setor HDA1, que tem quatro linhas de montagem e antes era dedicado apenas à montagem de motocicletas de diferentes cilindradas. “Para que ocorra a reativação da linha HDA2 dependemos de uma recuperação nos volumes de vendas e produção. No momento, não há previsão”, informa a montadora. A fabricante aguardará a acomodação das linhas no HDA1 e as adesões ao PDV “para definir as próximas ações”.

A venda de motos no Brasil caiu quatro anos seguidos, após o recorde atingido em 2011. Naquele ano a Honda produziu quase 1,7 milhão de unidades. Em 2015 esse volume foi de pouco mais de 1 milhão. E a queda neste primeiro bimestre é próxima a 30%.

Além dos direitos previstos em lei, a Honda informa que o PDV inclui gratificação por ano trabalhado na empresa, suporte de plano de saúde e ajuda alimentação. Ficam de fora do programa os que possuem contrato por tempo determinado, os afastados, aqueles que têm estabilidade legal e os menores aprendizes.

YAMAHA ADERE AO PPE

Também como consequência da queda de mercado, a Yamaha adotou em Manaus o Programa de Proteção ao Emprego, com redução de 20% da jornada e 10% de salário para 1,6 mil funcionários. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, ocorreram várias demissões na empresa em 2015 até que ela aderisse ao PPE. Sem citar números precisos, o diretor executivo da entidade, Sidney Silva, informa ter havido cortes também nas empresas Dafra, Suzuki e Traxx.