
Embora o volume de motos Honda vendidas seja maior que o de carros dessa mesma marca, Meireles afirma que o número de profissionais treinados é semelhante para os segmentos de duas e quatro rodas porque os carros são mais complexos. Chama a atenção no CTS uma carroceria pintada de cores distintas (que indicam o emprego de diferentes tipos de aço). Ela está sobre um alinhador de chassi, “um equipamento de cerca de R$ 300 mil que todas as concessionárias têm de ter”, diz Meireles. A fabricante também tem centros de treinamento semelhantes em Recife e um recém-inaugurado em Manaus.
Os mecânicos não chegam “crus” às sessões de treinamento. É preciso demonstrar conhecimento e cumprir algumas etapas pela internet. Segundo a fabricante, 16 mil profissionais foram treinados nos últimos dois anos. Além das estruturas fixas, a Honda tem três unidades móveis específicas para motocicletas, que vêm atuando nos Estados do Maranhão, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Juntas, elas capacitaram 834 pessoas em 2013.
Além dos locais para treinamento, a Honda tem quatro centros de distribuição de peças. O maior deles fica em Sumaré e tem 25 mil metros quadrados. Também no Estado de São Paulo, o de Indaiatuba ocupa 20 mil m². O do Nordeste fica em Recife (PE) e ocupa 6 mil m². Na Região Norte está o de Belém (PA), também com 6 mil m².

Em sentido horário, a partir do alto, à esquerda: cada cor indica a aplicação de um tipo de aço. Carroceria está sobre alinhador de chassi, item obrigatório na rede Honda; sala reúne diferentes motores para automóveis; cada boxe tem o próprio quadro de ferramentas; mecânicos cumprem etapas de treinamento pela internet para não chegar “crus” aos centros de treinamento (fotos: Mário Curcio)