
Como a linha 2014 está à venda desde agosto, a Honda admite abrir exceções a quem comprou a moto há uma ou duas semanas, no máximo. “Haverá uma análise caso a caso”, afirma o gerente de pós-venda, Marcelo Langrafe. A nova garantia está sendo veiculada em um anúncio na TV em que também são oferecidos planos de financiamento com entrada inferior a R$ 1.000 e saldo restante em 48 meses.
“A nova garantia é sem dúvida um bom argumento de venda. E também nos favorece diante das financeiras, pois um dos argumentos do comprador inadimplente é a despesa com manutenções imprevistas”, afirma o gerente comercial, Alexandre Cury. Ele sabe que a mudança nessa condição vai fortalecer a linha diante da nova Yamaha YS 150 Fazer, mas garante que não foi o lançamento dessa concorrente que motivou essa ação.
Marcelo Langrafe falou sobre as mudanças que a garantia maior implicou: “Um produto demora até três anos para ser lançado. O projeto inteiro tem de nascer com essa concepção, por isso foi preciso mexer na moto inteira, do Autocad até os fornecedores”, garante. Os executivos da Honda afirmam que a intenção era aplicar os três anos já no lançamento da linha 2014, mas isso não foi possível porque a negociação relativa ao custeio do óleo com os concessionários ainda não havia sido concluída.
“Temos a expectativa de que a nova garantia aumente o nível de retenção dos clientes na rede”, afirma Langrafe. Segundo diz, esse porcentual é de 78% no primeiro ano e cai para 50% no segundo ano de uso.
A garantia de três anos não tem limite de quilometragem. A primeira revisão deve ser feita em com mil quilômetros ou seis me3ses, o que ocorrer primeiro. A segunda ocorre aos 4 mil km ou 12 meses. As demais devem ser cumpridas a cada 4 mil km. O único item não abrangido pelos três anos é a bateria, que manteve o prazo de um ano. A moto CG 125 Cargo também ficou fora da nova condição.