
Começa a chegar às revendas nesta sexta-feira, 20, a linha 2013 do Honda City. O carro que abastece o mercado brasileiro continua sendo produzido na fábrica de Sumaré, que abriu suas portas aos jornalistas uma semana atrás “para mostrar que a produção está a todo o vapor”, segundo o supervisor de assuntos institucionais da montadora, Alfredo Guedes Júnior.
Juntando Civic, City e Fit, a unidade produz 525 carros ao dia. A Argentina também monta o City em regime de CKD desde 2011 para o mercado doméstico. Se a demanda pelo Civic crescer, porém, a produção sul-americana do City migrará toda para lá.
O sedã começou a ser fabricado no Brasil em 2009. Em 2010 teve um bom volume de vendas, 35.131 unidades. Em 2011, porém, os emplacamentos do City resumiram-se a 24.637 carros, queda de 29,87%, resultado da falta de componentes vindos do Japão e da Tailândia por conta de fenômenos naturais ocorridos naqueles países em 2011.
“Não há mais escassez de peças nesse momento”, garante Guedes Júnior. Dessa forma, o carro pode voltar à boa média mensal de 2,9 mil unidades observada 2010, isso se novos concorrentes, como o Chevrolet Cobalt, deixarem. O City tem índice de nacionalização de 80%. As peças locais são provenientes de 110 fornecedores locais. As importadas vêm não só do Japão e da Tailândia, como também dos Estados Unidos.
MUDANÇAS DISCRETAS

Mudanças estéticas do Honda City 2013 (à esquerda nas imagens) se concentraram nos para-choques. O carro que abastece o Brasil é montado em Sumaré (SP) com índice de nacionalização de 80%. O preço inicial permanece em R$ 53.620 e a versão intermediária subiu até 2,73% por conta de novos itens como freios ABS e sensor de estacionamento. O carro é agradável de dirigir.
O City 2013 recebeu pequenas mudanças de estilo, equipamentos e teve o número de opções reduzido de oito para quatro. A versão de entrada, DX, manteve seu preço de R$ 53.620. A intermediária LX, que responderá por cerca de 60% das vendas, está mais cara. O reajuste faz sentido porque todo LX traz agora freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem (EBD) e sensor traseiro de estacionamento.
Isso resultou num aumento de 2,73% em sua versão manual, que custa agora R$ 58.990. A LX automática foi a R$ 62.190, alta de 1,45%. Assim como ocorreu com o Fit, é preciso pôr o novo City lado a lado com o antigo para perceber as diferenças de estilo. Somando alterações externas e internas, 344 modificações foram feitas, segundo a Honda. Uma delas foi a troca do tanque de 42 para 47 litros, interessante sobretudo para quem utiliza o etanol com mais frequência.
Quando abastecido com esse combustível, produz até 116 cv. O City é um carro bom de guiar. Veste bem como um terno bem cortado ou uma calça jeans. Tem boa posição de dirigir. O porta-malas comporta 506 litros. O espaço no banco traseiro é um pouco menor que o do Civic, mas resolve.
A versão manual tem cinco marchas e engates fáceis. A opção automática também tem cinco velocidades. O City EX, mais completo, manteve o preço de R$ 66.855 e tem agora borboletas atrás do volante para as mudanças de marcha.