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Honda faz 50 anos em Manaus com produção diária de 7 mil motos

Conhecemos a fábrica que é considerada a mais verticalizada da fabricante no mundo, produzindo de motores a assentos de 20 modelos de motos

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Karen Sousa

05 nov 2026

3 minutos de leitura

A cada 19 segundos sai da fábrica da Honda uma nova motocicleta (Foto: Divulgação/Honda)

Instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM), a fábrica de motocicletas da Honda completou 50 anos na quarta-feira, 4, alcançando o marco de 33 milhões de motocicletas produzidas desde sua inauguração, em 1976.

Hoje, o espaço do complexo fabril conta com 800 mil metros quadrados e produz 7.200 motocicletas por dia, que são distribuídas para todo o Brasil, para a América do Sul e outros continentes.

“Exportamos para os Estados Unidos, Austrália e França. São motos de alta tecnologia, mas com um preço altamente competitivo”, disse Marcos Bento, diretor comercial da fabricante.

São produzidos em Manaus 20 modelos com cilindradas entre 110 cm³ e 1.100 cm³, todos eles fruto da manufatura de 9.500 trabalhadores. A fábrica é considerada a unidade mais verticalizada da montadora no mundo, ou seja, onde ocorre internamente a maior parte de fabricação de componentes, incluindo motores, chassis e assentos.

“Mais de 90% dos itens são nacionalizados. Buscamos a nacionalização para continuar produzindo com alta eficiência e aproveitar as capacidades da fábrica de Manaus”, contou Lourival Barros, diretor de produção.

Na celebração desses 50 anos no Brasil, a AB visitou as áreas de fundição e usinagem e duas das quatro linhas de produção da fábrica.

Todos os dias são produzidas cerca de 30 mil peças na unidade (Foto: Divulgação/Honda)

A jornada da produção

É na área de fundição que a produção das motos começa. Ali, 430 trabalhadores realizam atividades em três turnos processando até 60 toneladas de alumínio por dia. A produção diária é de cerca de 30 mil peças, entre elas os cabeçotes dos motores.

De lá, os componentes seguem para o setor de usinagem, que conta com 704 trabalhadores que atuam também em três turnos, com 357 funcionários somente na área de powertrain.

O setor é responsável pela usinagem de tampas, cilindros, virabrequins, cabeçotes e carcaças das motocicletas, além da produção de rodas exclusivas para reposição. A área ainda conta com o processo automatizado do acabamento dos componentes.

Na fábrica de motores são produzidos cerca de 7.400 conjuntos que abastecem as motos (Foto: Divulgação/Honda)

Hoje, segundo a Honda, a média diária de produção da área de powertrain é de cerca de 7.400 motores, que equipam modelos como as linhas CG, a mais vendida da marca, Biz e Pop. A projeção da Honda é a de atingir a fabricação de 956 mil unidades de motores em 2026.

Da fundição à montagem

Na etapa final, a montagem e a inspeção funcionam em dois turnos, com 1.631 funcionários trabalhando e mantendo uma média de 6.920 motocicletas finalizadas por dia, com um novo veículo saindo da fábrica a cada 19 segundos.

A escala é dividida entre duas linhas de estrutura idêntica: a LM1, que produz os modelos da linha CG, a Pop 110 e a Biz 125, somando 651.650 unidades por ano, e a LM2, que também é dedicada à montagem da CG, Bros 160 e CRF 300, com 524.200 unidades ao ano.

Toda a fábrica é alimentada por peças e serviços de uma rede composta por cerca de 30 fornecedores instalados no polo de Manaus e outros 70 instalados em São Paulo.

Trabalhadores realizam inspeção de cada moto produzida, incluindo testes de buzina e de aceleração (Foto: Divulgação/Honda)