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Honda CR-V: vendas devem crescer mais de 65%

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15 mar 2012

5 minutos de leitura

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Mário Curcio, AB

A recém-chegada linha 2012 do utilitário esportivo Honda CR-V traz uma missão importante: “Esperamos vender até o fim do ano 27 mil unidades do modelo”, afirma Alfredo Guedes Júnior, engenheiro mecânico da montadora. “Em algumas praças, todas as unidades já estão reservadas; tivemos até de pedir mais carros.” Esse volume representaria um aumento mais de 65% em relação às 16.282 unidades do carro emplacadas em 2011.

A intenção da montadora é terminar 2012 com o CR-V à frente dos rivais Kia Sportage e Hyundai ix35, que já estão à venda com motores flex, mas custam mais que o Honda. O Kia parte de R$ 90.900 e o Hyundai, de R$ 98.250. Vale lembrar que o novo Honda terá de enfrentá-los com seu motor a gasolina, pelo menos durante este ano.

“Já Houve um investimento importante na otimização do motor da nova geração (leia abaixo). O desenvolvimento do flex impactaria muito no preço”, afirma Guedes. Ele não descarta a utilização futura de um motor bicombustível no CR-V, mas não acredita que isso ocorra em curto prazo.

O utilitário esportivo parte agora de R$ 84.700 na versão LX manual de seis marchas, inexistente na linha 2011 e que deve responder por até 8% do volume total. “Precisávamos ter essa opção no leque. Ainda existem clientes que preferem o câmbio manual pelo prazer em dirigir e trocar de marchas, especialmente os que moram fora dos grandes centros.”

Por R$ 3,2 mil a mais o comprador pode levar a versão LX automática de cinco marchas, a R$ 87.900. O CR-V topo de linha, EXL, tem tabela de R$ 103.200 por conta do câmbio automático e da tração 4×4, entre outros itens. Cada uma dessas opções deve responder por 46% das vendas do CR-V 2012.

O carro vem do México, o que aparentemente não preocupa a Honda: “Nosso volume (de importações) é pequeno se comparado ao de outras montadoras”, diz Guedes, que não acredita na possibilidade de montagem, futuramente, do CR-V no Brasil ou mesmo na Argentina. “Não dá para descartar, mas não há nada concreto.

AS PRINCIPAIS MUDANÇAS

O CR-V 2012 teve a carroceria toda reformulada. O desenho se parece menos com o de um utilitário esportivo e mais com uma grande perua. O carro está 4 centímetros mais curto e 4 centímetros mais baixo.

O espaço interno foi mantido por causa de uma mudança na plataforma, da metade para trás, a fim de diminuir a altura do assento traseiro e aumentar o espaço no porta-malas. Agora são 589 litros, 30 litros a mais.

Assim como na nova linha Civic, todas as versões 2012 do CR-V trazem uma central inteligente chamada i-Mid, que exibe em uma tela de LCD diversas informações, como sistemas de áudio e de navegação, computador de bordo, imagem da câmera de ré, conexão Bluetooth e permite ajuste e personalização de algumas funções do veículo. Outro item de série na linha é função Econ, acionada por botão que ativa e desativa a função de assistência à condução econômica.

O motor 2.0 recebeu aperfeiçoamentos como comandos de válvulas ocos (para diminuição de peso e inércia) e a aplicação de molibdênio nas saias dos pistões (para redução de atrito). Com as melhorias ele rende agora 155 cv (5 cv a mais que o anterior) e, segundo a Honda, entrega 80% do torque a 2.000 rpm. O torque máximo é de 19,4 m.kgf e ocorre a 4.300 rpm.

Honda

Todo o desenho do CR-V é novo. A carroceria está 4 cm mais baixa e 4 cm mais curta. O porta-malas tem agora 589 litros, 30 litros a mais. O câmbio manual de seis marchas é novidade na linha 2012.

O CR-V é um carro muito bom de dirigir, mas merecia um motor de cilindrada mais alta, como o 2.4 que equipou sua segunda geração no Brasil e ainda é oferecido em outros mercados. A unidade 2.0 foi a opção encontrada pela Honda para enquadrá-lo na tributação que os modelos até 2.000 cc pagam.

Seu desempenho é satisfatório, mas falta algum fôlego em retomadas de velocidade e subidas. A versão manual de seis marchas compensa em parte o problema. Seu câmbio tem engates fáceis. O CR-V tem bom espaço para todos os ocupantes e banco traseiro versátil. A operação de rebatimento movimenta também os encostos de cabeça. Não é preciso retirá-los para deitar o encosto quando se precisa de todo o espaço possível para bagagem.

Reportagem atualizada em 16/3 às 10h50.