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Redação AB
A produção de automóveis da Honda de Sumaré (SP), onde são feitos Civic, City e Fit, volta a ser afetada por fatores externos. Dessa vez, a causa são as enchentes na Tailândia, que comprometeram o fornecimento de componentes para os veículos montados no Brasil. Em comunicado recente, a montadora informou: “Para administrar o estoque de peças disponível no Brasil, durante algumas semanas a produção será reduzida em aproximadamente 30%.”
O número pode ser maior que este: “Com os problemas do Japão (leia adiante), a produção havia caído de 620 para 320 unidades por dia. Em outubro deveria subir para 510 (por causa do novo Civic), não subiu e desde o início desta semana baixou para 205 carros por dia por causa do problema na Tailândia”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, Jair dos Santos.
Mesmo considerando apenas a redução do ritmo regular (de 320 para 205 carros/dia), essa queda já é de 35,9%. A informação do sindicalista põe em xeque o abastecimento da rede com a nova geração do Civic, já que o carro será apresentado à imprensa ainda este mês (o que em regra antecede em 7 a 15 dias o início das vendas).
Na tarde desta sexta-feira, 11, a montadora informou que os componentes que vêm da Tailândia são itens eletrônicos e que não haveria como informar com precisão qual modelo seria mais comprometido (Civic, City ou Fit) nem quantas unidades deixariam de ser fabricadas.
Vale ressaltar que a redução no ritmo só se aplica à fábrica de automóveis. A unidade de Manaus, onde são feitas as motocicletas, os quadriciclos, geradores e outros equipamentos não teria sido afetada, segundo a fabricante, que também afasta a possibilidade de demissões na linha de Sumaré.
O terremoto seguido de tsunami ocorrido no Japão em 11 de março deste ano já havia afetado de modo significativo a Honda de Sumaré. O terceiro turno de produção deixou de existir e 385 funcionários foram demitidos em maio. Somando-se manifestações de trabalhadores, antecipação de férias coletivas e ajustes na planta, a produção ficou interrompida entre 12 de maio e 8 de junho.
Segundo fontes ligadas a Automotive Business, a catástrofe no Japão também prejudicou os planos de produção do Brio (carro pequeno da marca) no curto prazo.
Notícia atualizada às 17h06