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alexandre cury

Honda diz segurar parceiros locais

Em 2010, a Honda concluiu modificações em sua fábrica de motos em Manaus e tornou-se capaz de produzir 2 milhões de motos por ano. Em 2011 a indústria de duas rodas atingiu recorde e o País emplacou 1,94 milhão de motocicletas.
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cria

06 ago 2014

3 minutos de leitura

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O ano de 2012 trouxe de volta a restrição ao crédito e pouco mais de 1,6 milhão de motos; 2013 recuou ainda mais, para 1,51 milhão, e 2014 fechará pouco abaixo disso. O período é ruim também para os fabricantes de motopeças, mas a Honda procura manter seus parceiros, apesar da retração nas vendas.

Os fornecedores da montadora no Brasil são cerca de 140, número muito próximo ao de dois anos atrás: “Eles estão em Manaus e outras regiões. Às vezes sai um, entra outro e o número se mantém. A tendência é nacionalizarmos cada vez mais itens, mas devemos manter a quantidade de fornecedores”, afirma o diretor de relações institucionais da Honda, Paulo Takeuchi. Entre os itens que se veem em caixas há marcas como Nippon Seiki, Mitsuba, Nissin, FCC…

Um dos produtos que podem ter aumento de conteúdo local é o scooter PCX 150, lançado há cerca de um ano. Tem componentes nacionalizados e outros vindos da Tailândia, como o conjunto motor-transmissão. Sobre o assunto, o gerente-geral comercial, Alexandre Cury, afirma: “Existe uma diretriz de nacionalizar porque procuramos ficar menos expostos à variação cambial, mas ainda não há uma definição. Só para fazer os moldes e ferramentaria para produção local das rodas de liga leve são gastos seis a sete meses.”

2º SEMESTRE ATÉ 5% MELHOR QUE O 1º

Alexandre Cury espera um segundo semestre 4% a 5% melhor que o primeiro, quando 567,8 mil Honda foram emplacadas. Assim, até o fim do ano a empresa deve levar às ruas pouco menos de 1,2 milhão de unidades, já que a segunda metade do ano deverá ter maior média diária de emplacamentos pelo maior número de dias úteis.

Já a linha Titan deve ter crescimento de 18%, como explica o gerente de planejamento, Marcos Monteiro: “Um dos fatores é o lançamento da linha 2015 (veja aqui). Outro é que o segundo semestre é historicamente melhor que o primeiro e neste ano tivemos o fator Copa. O fato de ser um ano de eleições também nos é favorável porque nas regiões Norte e Nordeste uma boa parte do material de campanha é transportada por motocicletas.”

Os scooters também ajudarão a Honda a atenuar a queda no setor de duas rodas. No início do ano a fabricante pretendia dobrar a produção dessas motonetas por perceber que, em cidades como São Paulo, elas são vistas com mais simpatia por quem dirige os automóveis. O novo volume não chegou ao dobro, mas passou de 10,5 mil unidades montadas no primeiro semestre de 2013 para 16,3 mil em igual período de 2014, resultando em alta de 55%.