logo

Fiat

Honda é a marca que mais cresceu após a redução do IPI

A Honda foi a marca que mais ampliou as vendas desde que o benefício de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis entrou em vigor. A média de vendas da fabricante japonesa no bimestre de junho e julho, com o incentivo em vigor, subiu 81,7% em relação à média mensal de janeiro a maio deste ano, quando não havia a redução. O número de emplacamentos passou de 6.975 nos primeiros cinco meses do ano para 12.673 em junho e julho.
Author image

Redação AB

25 ago 2012

2 minutos de leitura

O levantamento foi feito pela reportagem da Agência Estado com base nos dados mensais de vendas da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A liderança da Honda também se mantém na primeira quinzena de agosto. De 1º a 15 de agosto (últimos números divulgados pela Fenabrave) a marca japonesa vendeu 5.621 automóveis. Comparado com as primeiras quinzenas de janeiro a maio, o aumento dos licenciamentos foi de 68,78%.

De acordo com Julian Semple, consultor sênior da Carcon Automotive, as vendas da Honda foram alavancadas por dois modelos, o sedã Civic e o utilitário esportivo CR-V. Ambos tiveram atualizações no fim do ano passado, mas a disponibilidade dos veículos nas concessionárias só atingiu níveis compatíveis com a demanda na época próxima ao anúncio do IPI reduzido. “Não houve disponibilidade do novo Civic logo após o lançamento”, diz. “As vendas começaram a subir a partir do fim de fevereiro e começo de março, mas a produção foi normalizada mais para frente, já perto do IPI”, afirma.

OS OUTROS

As dez montadoras líderes de vendas no Brasil tiveram aumento dos emplacamentos no período com benefício do IPI. Depois da Honda, a Peugeot foi a que apresentou maior crescimento. De janeiro a maio, a marca francesa vendeu em média 4.520 automóveis. Em junho e julho, 6.803, uma alta de 50,48%.

Entre o grupo das chamadas quatro grandes montadoras, a Fiat teve o melhor desempenho nesta mesma base de comparação. O crescimento na média de vendas mensal foi de 48,93%. Os aumentos da Volkswagen e da Ford ficaram próximos ao registrado pela montadora italiana: respectivamente, 45,66% e 44,89%. A General Motors não aproveitou tão bem o período se comparada às rivais, crescendo 23,53%, o pior resultado entre as dez montadoras.