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Honda faz lançamentos e retoma participação

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Redação AB

24 mar 2011

5 minutos de leitura

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Cleide Silva, Estadão

Com novos produtos, dois deles lançados nesta quinta-feira, 23, e uma estratégia mais agressiva em marketing, que inclui o patrocínio do Big Brother Brasil e inserções nos intervalos das transmissões de partidas de futebol, a Honda Motos da Amazônia está perto de recuperar a histórica participação em vendas de motocicletas no País, na casa dos 80%. A marca já dominou 86% do mercado, mas em 2008 despencou para 70%, voltando a se recuperar a partir do ano seguinte.

Mesmo no período de baixa, manteve planos de expansão e de introdução de novas tecnologias, como motores flex, airbag, freio ABS e, agora, terá um modelo com câmbio acionado eletronicamente. Este ano, a Honda vai investir R$ 250 milhões, R$ 50 milhões a mais que em 2010.

Além dos novos produtos, a marca japonesa, pela primeira vez, investe em ações mais agressivas, como o lançamento da versão Bizz Flex no programa BBB, da Rede Globo em 2010. A parceria foi mantida este ano, com sorteio de motos entre os participantes e visitas à fábrica de Manaus e ao centro de treinamento de pilotos em Indaiatuba. Neste ano, também estreou em campanhas no intervalo dos jogos do Campeonato Brasileiro.

“A ideia é mostrar ao público não só o produto, mas nossa filosofia, a preocupação sócio ambiental e com a segurança no trânsito”, diz o diretor comercial, Roberto Akiyama.

Nos últimos anos, com a chegada de novas fabricantes ao País, principalmente de origem chinesa, a líder Honda assistiu sua fatia do mercado despencar 17 pontos porcentuais, de 86% em 2002 para 69% em 2008. Nesse período, o número de empresas saltou de quatro para sete, e as vendas totais de 770 mil para 1,9 milhão de motocicletas.

Nos dois anos seguintes, a Honda conseguiu recuperar parte da fatia perdida, e encerrou 2010 com 77,6% de participação, num mercado de 1,8 milhão de motos vendidas, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave). No primeiro bimestre deste ano, a marca respondeu por 78,8% das vendas, que somaram 278,3 mil veículos. Só na primeira metade de março já chegou a 79,5%.

Hoje, o Brasil tem ao menos 14 marcas com fábricas locais, além de uma dezena de importadores. “Uma das vantagens da marca é a rede de distribuição, com mais de mil pontos de venda, e o abastecimento de peças de reposição”, diz Akiyama.

Em 2010, a Honda ampliou a capacidade de produção da fábrica de Manaus de 1,5 milhão para 2 milhões de motos. Como o mercado brasileiro continuou crescendo, a queda de participação não representou corte no volume de vendas.

Lazer

O segmento de motos que mais vende no Brasil é o de baixo custo, com veículos na faixa de R$ 4 mil a R$ 5 mil. No ano passado, 64% das vendas no País foram dessa categoria, mais usada para trabalho. Foram 1,153 milhão de unidades, um crescimento de 7,3% em relação a 2009.

Para a Honda, essa faixa responde por 90% das vendas. Mas o aquecimento da economia, que melhorou a renda das famílias, também teve efeitos no setor de duas rodas. Modelos com preço acima de R$ 15 mil, usadas principalmente para lazer, tiveram salto de 30% nas vendas, para 246,4 mil unidades em 2010.

É nesse segmento que a Honda aposta com o início da montagem, em Manaus, da XL 700 V Transalp, que vai custar R$ 31,8 mil. A versão com freio ABS sai por R$ 34,8 mil. A meta é vender 500 unidades ao mês.

Outra super moto que começa a ser importada do Japão é a VFR 1200F, que tem como item inéditos câmbio de seis marchas com dupla embreagem. O veículo não tem pedal de câmbio e a troca de marcha é feita automaticamente ou por botões no guidom. A empresa espera vender 20 unidades ao mês, por R$ 69,9 mil.

O grande mercado de motos mais baratas está no Nordeste, constata Akiyama. A região fica com 40% das vendas da marca, participação que era de 25% há cinco anos.

Antes da crise internacional, as financeiras tinham planos de até 60 meses para motos. Atualmente, o prazo máximo é de 48 meses. Há também grande procura pelo consórcio, que oferece mensalidades de R$ 85 para as motos mais baratas.

Moacyr Alberto Paes, diretor executivo da Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo), lembra que a moto tem sido alternativa ao trânsito caótico das grandes cidades. O custo do transporte também influencia. Ele calcula que uma pessoa que usa o ônibus quatro vezes por dia, para ir e voltar do trabalho, gasta em São Paulo R$ 240 por mês. “Com esse dinheiro é possível pagar a prestação de uma moto e ainda sobra para o combustível.” A entidade projeta para este ano vendas acima de 1,9 milhão de motos.