
Há uma limitação a ser considerada pelo usuário: em temperaturas abaixo de 15 graus, o tanque deve conter pelo menos 20% de gasolina para garantir a partida a frio (daí o nome Mix). A Honda optou por não incluir o subtanque no veículo (reservatório de gasolina, semelhante ao usado nos carros flex), já que o componente teria interferência na dinâmica do veículo e estaria exposto a eventual impacto.
Em pesquisas realizadas pela Honda com proprietários da CG 150 Titan, a maioria dos entrevistados afirmou que compraria uma motocicleta bicombustível. Entre as vantagens citadas pelos usuários estão a possibilidade de escolha do combustível e a economia de dinheiro.
Para a Honda, além de atender às expectativas dos consumidores, proporcionando liberdade de escolha, o desenvolvimento da CG 150 Titan Mix acompanha a estratégia mundial da marca voltada para a preservação do meio ambiente, com a criação de novas tecnologias ecologicamente responsáveis. Quando comparado à gasolina, o álcool tem a vantagem de ser uma fonte de energia renovável. Além disso, polui menos que os combustíveis fósseis e não possui enxofre em sua composição – tornando sua combustão mais limpa.
Segundo a Honda, quando abastecida com álcool a CG 150 Titan Mix emite menos gases poluentes se comparada ao uso da gasolina. Nas duas situações o veículo atende com folga aos limites de emissões estabelecidos pela terceira fase do Programa de Controle de Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares.
O motor desenvolve 1,32 kgf.m de torque e 14,2 cv de potência com gasolina e 1,45 kgf.m e 14,3 cv, respectivamente, com álcool.
A expectativa da Honda é comercializar 164 mil unidades de sua moto flex em 2009, com preço no Estado de São Paulo a partir de R$ 6.340,00 para o modelo KS, sem incluir frete e seguro. O veículo tem um ano de garantia, sem limite de quilometragem.