
Mas um olhar atento mostra que esse domínio de quase 80% do mercado (exatos 79,58%) vem da competência da fabricante e da sintonia com os consumidores. Um bom exemplo é a CG 150, que surgiu em 2004 porque naquele período, por pesquisas, a fabricante já havia detectado a necessidade dos motociclistas por uma moto mais encorpada e potente que a CG 125 Titan para encarar o dia a dia e também as estradas.
Em 2008, essa moto mudou totalmente e recebeu injeção eletrônica. Em 2009 veio o motor flex. Bem, estamos em 2012 e a Yamaha ainda não tem no Brasil um modelo de 150 cc, embora todas as principais concorrentes nacionais montem pelo menos um produto nessa faixa de cilindrada. Como resultado, a vice-líder vem perdendo participação e detém atualmente pouco mais de 10% de participação.
O crescimento do mercado acima de 500 cc também resultou em dois lançamentos neste ano. Ainda em 2012 a Honda viu espaço até mesmo para trazer de volta a NX 4 Falcon (agora com injeção eletrônica), a Biz com motor de 100 cc e a NXR 125 Bros (leia aqui). Com isso, a empresa acabou preenchendo lacunas que ela mesma criou na década anterior, ora pela evolução natural dos produtos, ora pela entrada em vigor do programa atual contra emissões de poluentes.