
Mais tarde se iniciam as vendas da ESD, com tabela de R$ 9.350. Outra boa mudança promovida pela Honda foi adotar os três anos de garantia e sete trocas de óleo grátis a toda a linha Bros, cuja versão de entrada com motor de 125 cc passa a ser vendida apenas na opção com partida elétrica, ES.
“Com as mudanças, esperamos volume semelhante ao obtido nas linhas anteriores de 125 e 150 cc”, afirma o gerente de planejamento comercial, Maurício Alcântara. O executivo recorda que a Bros é um produto forte nas Regiões Norte e Nordeste por se tratar de uma moto de uso misto (cidade-campo). De janeiro a outubro deste ano foram emplacadas 154.064 unidades quando somadas as versões 125 e 150, resultando em uma boa média mensal acima de 15 mil.
“Apesar de ser um produto de sucesso, os compradores da Bros 150 queriam melhorias”, recorda Alcântara. O motor de exatos 162,7 cc e foi desenvolvido no Japão. É um projeto realmente novo, com várias mudanças em relação ao anterior. A potência subiu de 14 para 14,7 cavalos, vantagem de 5%. O torque máximo passou de 1,53 para 1,6 kgf.m, resultando em melhora de 4,6%.
Andando, fica mais fácil perceber a diferença de desempenho da antiga para a nova quando surge a primeira subida. Nesse momento a novidade dá um baile na antecessora. Embora não informe dados de desempenho e consumo, a Honda assegura que o consumo médio se manteve e a velocidade máxima aumentou em cerca de 10 km/h (algo entre 105 e 110 km/h). “A melhoria na Bros também era necessária para reter nossos clientes”, afirma Alcântara. Ele se refere à concorrente Yamaha 150 Crosser, cujas vendas começaram em abril deste ano.
A Honda não admite, mas também usará este motor em modelos urbanos, igualmente como forma de colocar-se um passo adiante das concorrentes.
EQUILÍBRIO NAS FORMAS DE COMPRA
Com a dificuldade de aprovação de crediário, cresceram outras formas de aquisição: “Na compra da nova Bros os pagamentos à vista devem representar 36%, os consórcios 38% e os financiamentos, 26%. Segundo Alcântara, o pagamento à vista inclui também parcelamento no cartão de crédito, cheques pré-datados (especialmente em cidades menores) e também dinheiro.
“Em alguns casos, o cliente que opta por essa forma está com o nome sujo na praça e acaba juntando o próprio dinheiro mais empréstimos pessoais e de familiares e assim compra a moto”, afirma o gerente de planejamento comercial. Segundo diz, o crédito continua restrito, com aprovação de propostas de financiamento em 25% ou menos.
De acordo com a Honda, 36% dos compradores da nova Bros têm rendimento acima de R$ 3 mil. Os consumidores da moto são na maioria homens (88%) e pilotos experientes, que já vêm de outros modelos (60%). A porcentagem de iniciantes também é elevada, 31%. Os 9% restantes são ex-usuários de Bros.