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Honda muda Civic para manter-se à frente

Para tentar segurar a liderança entre os sedãs médios, a Honda fez pequenas mudanças na linha Civic. Na segunda metade de junho as revendas começam a receber as novas versões LXS 1.8, a partir de R$ 65.890, e LXR 2.0, por R$ 75 mil. Na primeira, a mudança mais importante foi a entrada do sistema FlexOne de partida a frio, em que o combustível é pré-aquecido antes de ser injetado. Até a versão 2014, o motor 1.8 do Civic ainda utilizava subtanque, o tanquinho de gasolina para partida da frio. Apesar do ganho tecnológico, ele não teve aumento de preço.
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cria

09 jun 2014

4 minutos de leitura

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A versão LXR 2.0, intermediária, recebeu mudanças na grade dianteira, na abertura do para-choque e no farol auxiliar, que troca o formato oval pelo circular. A traseira permanece igualzinha. Já as rodas de liga leva passam de 16 a 17 polegadas. “Vamos seguramente fechar o primeiro semestre na frente. Queremos terminar o ano também em primeiro”, afirma o engenheiro e supervisor de relações públicas da Honda, Alfredo Guedes Júnior.

Em maio o Toyota Corolla teve 5,7 mil unidades emplacadas e vantagem de mais de mil unidades sobre o Civic, mas no acumulado do ano o Toyota tem 20,1 mil unidades, ante 22,8 mil do Honda, uma desvantagem de quase 12% que o vice-líder não poderá superar em apenas um mês. Vale lembrar que o Corolla foi totalmente reformulado este ano, mas chegou à rede na metade de março (veja aqui). Assim, não teve os cinco meses inteiros para competir em igualdade com o rival.

Pelas mudanças que o Civic LXR recebeu, a Honda elevou seu preço em R$ 510. Em novembro, o topo de linha EXR receberá a nova dianteira e as rodas de 17 polegadas, mais alterações na central multimídia: “O LXR responde por 60% e por isso passou pelas mudanças externas primeiro. A fábrica de Sumaré está concentrada na produção do novo Fit neste momento e por isso o EXR terá as mudanças mais tarde”, diz Guedes Jr. O carro 1.8 permanece igual por fora, mas a nova grade poderá ser instalada como acessório.

Além da alteração externa para os carros 2.0, a Honda mudou as cores do painel do Civic para todas as versões, desde a 1.8 com câmbio manual. A linha 2015 passa a usar apenas a combinação de preto e cinza-claro. Antes a peça adotava um marrom-escuro e dois tons de cinza. Outro ajuste no ano-modelo foi a entrada de um novo tom de cinza para a pintura da carroceria, mais o azul-denim, criado para o Fit Twist.

Honda
Acima, lado a lado, o LXR 2014 (à esquerda) e o LXR 2015. Grade, aberturas no para-choque e faróis auxiliares mudaram. Rodas passaram de 16 para 17 polegadas e painel passa a ter dois tons em vez de três (fotos: Mário Curcio e divulgação).

VERSÃO ESPORTIVA SI VOLTA EM AGOSTO

No segundo semestre a Honda voltará a vender a versão SI do Civic. Desta vez, porém, o carro será importado. Ele chega em agosto, vindo do Canadá, equipado com motor 2.4 com mais de 200 cv de potência. A carroceria tem duas portas e não quatro como o nacional. Para o Salão do Automóvel, a montadora deve trazer o carro esporte NSX.

RESPOSTAS MAIS PRECISAS

Automotive Business pôde comparar o Civic LXR 2.0 2015 com a versão 2014. Embora não tenha havido mudanças na suspensão, as novas rodas de 17 polegadas com pneus Pirelli Cinturato P7 205/50 melhoraram um tantinho a dirigibilidade na comparação com os anteriores 205/55 em rodas de 16 polegadas.

O rodar ficou um pouco mais áspero, mas o ganho em precisão de respostas mais do que compensa essa pequena perda de conforto. Mais que isso, a “verdade verdadeira” é que as rodas maiores preenchem melhor as laterais do Civic e dão ao carro a aparência mais agressiva que a Honda buscava para enfrentar o Corolla.

O Civic LXR 2.0 2015 mantém a potência de até 155 cv quando abastecido com etanol e o câmbio automático de cinco velocidades com aletas atrás do volante para trocas de marcha manuais. O LXS 1.8 é vendido com câmbio manual de seis marchas ou automático de cinco e produz até 140 cv com etanol.

O novo sistema de injeção sem tanquinho utiliza componentes Keihin e Bosch. Como já ocorria nos modelos 2.0, o aquecimento do combustível, quando necessário, começa a partir do destravamento das portas pelo controle remoto da chave.