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Honda reduz salários por excesso de recalls

Por causa do excesso de recalls verificado no último ano, o presidente da Honda e 12 dos principais dirigentes da montadora baseados na matriz, no Japão, decidiram assumir a responsabilidade com uma ação inédita, uma espécie de “haraquiri econômico”: a redução de seus salários. Pelos próximos três meses, o presidente Takanobu Ito ganhará 20% menos, enquanto outros executivos, incluindo o vice-presidente Tetsuo Iwamura e o chaiman Fumiko Ike, terão uma redução de 10% de seus ganhos.
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Redação AB

03 nov 2014

2 minutos de leitura

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Segundo a montadora, a gota d’água foi o quinto recall do modelo Fit no período de um ano: o primeiro recall do modelo foi estabelecido em outubro de 2013, um mês após seu lançamento, devido a uma falha na caixa de câmbio automática com dupla embreagem. Os quatro seguintes foram todos por diferentes falhas, incluindo o último, divulgado no dia 24 de outubro, para 425,8 mil unidades.

A empresa também levou em conta os milhares de chamados que envolvem outros modelos e cujos problemas geraram ações judiciais por causa de quatro mortes – sobretudo em modelos Honda – relacionadas aos airbags fornecidos pela Takata. No caso do Fit, ainda não há nenhuma notícia de que o problema tenha causado dano a algum motorista ou terceiro. Contudo, a empresa calcula que seus últimos cinco recalls tenham gerado um custo adicional equivalente a algo próximo de US$ 146 milhões, sendo que este último custará perto de US$ 53 milhões.

Na ocasião do anúncio do último recall do Fit híbrido, no mês passado, a montadora informou, por meio de porta-voz, que o custo teria impacto mínimo sobre o lucro. “Nós incomodamos muitos clientes e estamos profundamente arrependidos”, disse o porta-voz Akemi Ando.

Além de reduzir os salários de executivos do alto escalão, a Honda definiu criar uma divisão interna para supervisionar as melhorias de qualidade, sob responsabilidade do diretor Fukuo Koichi.