
A CB 650F tem preço sugerido de R$ 37 mil (alta de 8% sobre a versão anterior com ABS). E a CBR 650F tem tabela de R$ 38,8 mil (acréscimo de 9%). Ambas receberam atualização mecânica para atender aos novos limites de emissões para motos. A Honda remapeou a injeção eletrônica, adotou novo catalisador e também um filtro de emissões evaporativas semelhante àqueles que os automóveis vêm utilizando no Brasil desde o fim dos anos 1980.
A fabricante também adotou grafismos exclusivos para as motos 650 montadas no Brasil: “Eles foram criados pela HBR (Honda Research Brazil), uma equipe formada por cerca de 15 designers”, afirma o diretor comercial da Honda, Alexandre Cury. “Os desenhos que vinham de fora não atendiam bem nosso mercado”, diz.
Cury se mostrou otimista com a recente valorização do real, já que os modelos de alta cilindrada têm menor índice de nacionalização. “O dólar acima de R$ 3,50 complica bastante. Por mais que um modelo seja bacana, o consumidor o percebe como algo caro para aquilo que é voltado ao lazer.”
A CB 650F detém 30% do segmento naked (motos esportivas sem carenagem) entre 600 e 800 cc. Já a CBR 650F é dona de uma fatia de 60% das esportivas com carenagem. Juntas elas devem atingir cerca de 3,2 mil unidades nos próximos 12 meses, com 70% para a opção naked.
CBR 650F tem preço sugerido de R$ 38,8 mil. Motor tem os mesmos 87 cv da CB 650F.
Ambas utilizam motor de quatro cilindros, 16 válvulas e transmissão de seis marchas. Segundo a Honda, o novo mapeamento melhorou as respostas em baixa rotação, mas manteve os 87 cavalos de potência.
A assistência 24 horas dá uma boa vantagem à Honda ante a concorrência. Em caso de acidente, roubo ou furto e pane, o benefício garante guarda ou remoção da moto para a concessionária, hospedagem ou transporte para usuários, localização e envio de peças, remoção em caso de pane seca ou pneu furado, táxi para busca da chave-reserva e reembolso de despesas com despachante.