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Honda WR-V chega até o fim de março

Até o fim de março as concessionárias Honda terão à venda o WR-V, novo utilitário esportivo global concebido pelo centro de pesquisa e desenvolvimento da Honda de Sumaré (SP). O carro foi mostrado pela primeira vez no Salão do Automóvel, em novembro de 2016. O nome vem do inglês Winsome Runabout Vehicle, algo como veículo recreacional e cativante.
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31 jan 2017

3 minutos de leitura

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Equipado com motor 1.5 flex com até 116 cavalos e câmbio automático CVT, ele deve ter preço inicial próximo a R$ 70 mil. Mais adiante também haverá opção manual de cinco marchas.

Em março a montadora vai revelar versões e preços. O modelo também será vendido pela Honda do Brasil em países da América do Sul e já se sabe que terá produção indiana. O WR-V utiliza vários componentes do Fit, como portas, vidros e painel, mas tem alguns elementos exclusivos como suspensões e itens aparentes como grade, faróis e suspensões.

Assim o projeto é mais do que uma simples versão aventureira. “Em nossas pesquisas, os clientes pediram características conflitantes, como dimensões reduzidas e bom espaço interno; carroceria mais alta e boa dirigibilidade; agilidade e economia de combustível”, afirma o líder de projeto, Luís Marcelo Kuramoto. A fábrica de Sumaré já produziu um lote inicial pré-série de cerca de 100 carros e começa a montá-lo para valer neste mês de fevereiro.

“Ele utiliza os mesmos fornecedores dos outros modelos. São cerca de 120”, dizo vice-presidente da Honda no Brasil, Carlos Eigi Miyakuchi. Também não houve modificação significativa na fábrica para produzir o novo modelo, segundo o executivo.

Honda
Painel de instrumentos vem do Fit, assim como portas, vidros, motor e transmissão. Fotos mostram cores diferentes de tecido combinando com a carroceria. Em março a montadora vai revelar preços e versões.

O WR-V junta-se em Sumaré aos nacionais Fit, City, HR-V e Civic. A aguardada abertura da segunda fábrica de carros da Honda no País, em Itirapina (SP), ainda não está definida. Sumaré consegue montar 620 carros por dia em dois turnos e o ritmo atual sem o WR-V é de 520 unidades, das quais 35% a 40% são do consagrado HR-V, o utilitário esportivo mais vendido em 2015 e 2016.

O sucesso de vendas do novato poderá dar um empurrão para a abertura da nova unidade: “Ainda não dá para fazer uma estimativa (de vendas), tomara que tenha o mesmo nível do HR-V”, diz Miyakuchi.

O WR-V tende a roubar mercado do Fit, já que monovolumes e hatches médios estão em baixa justamente por causa da boa aceitação de utilitários esportivos. Ele também vai impactar o HR-V. Basta lembrar que em 2009, com a chegada do City, o Civic acabou perdendo para o Corolla a liderança entre os sedãs médios.

Assim como o Fit, o WR-V tem interior versátil. Seus bancos dobram e rebatem de forma a criar uma superfície plana para transporte de cargas longas ou para que a área estofada dianteira se encontre com a traseira, permitindo que motorista e passageiro usem o carro para dormir numa parada.

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Interior versátil como o do Fit permite rebatimento total ou parcial dos bancos. Também dá para formar uma linha contínua juntando os estofamentos dianteiros e traseiros, garantindo o descanso total em uma parada.

O WR-V mede 4 metros, tem 2,55 m de distância entre eixos e porta-malas de 363 litros. Já o HR-V tem 4,29 m de comprimento, 2,62 m de entre-eixos e 437 litros no porta-malas.

O motor 1.5 garantiu ao WR-V a letra A no programa de etiquetagem veicular.

Assista ao vídeo com detalhes do WR-V e entrevista a Roberto Akiyama, vice-presidente da Honda para a América do Sul: