
Por enquanto, os turbos de geometria variável usados no Brasil são importados, mas os dois principais fabricantes, Honeywell e Borg Warner, não negam a intenção de produzi-los em sua fábricas brasileiras caso a demanda aumente (leia aqui). Isso é esperado nos próximos anos, pois os turboalimentadores têm papel importante na diminuição do tamanho de motores sem perda de potência, para atender às necessidades de redução de consumo de combustível e emissões de CO2. O novo regime automotivo brasileiro prevê o comprometimento das montadoras em melhorar a eficiência energética de seus veículos até 2017, o que eleva as chances de maior utilização de turbos, inclusive em motores a gasolina/etanol.
No turbo de geometria variável, as palhetas são móveis, o que permite à turbina trabalhar com máxima eficiência nas diversas faixas de rotação – é como se o motor tivesse vários turboalimentadores em um só. A atual geração pode ser controlada por um atuador eletrônico, que faz interface direta com a unidade de gerenciamento eletrônico do motor, possibilitando respostas mais rápidas e maior precisão na pressão de sobrealimentação, bem como na recirculação dos gases de escape, no caso dos motores diesel Euro 5 que usam a tecnologia EGR para a redução de emissões de poluentes.