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Redação AB
A estratégia de ampliar presença no mercado de reposição de países da América do Sul trouxe bons resultados à Honeywell no Brasil, que dessa forma vem aumentando as exportações de turbocompressores Garrett para motores diesel, que já representam metade das vendas para o segmento de aftermarket e cerca de 20% da produção no País. A empresa desenvolveu produtos especialmente para esse mercado e agora começa a receber encomendas também de países do Leste Europeu, África e Ásia.
O turbos Garrett desenvolvidos no Brasil para atender ao mercado sul-americano de reposição serão apresentados no congresso mundial que a Honeywell Turbo Technologies promoverá nos próximos dias 3 e 4 de abril, em Las Vegas, Estados Unidos. Será uma forma de apresentar os produtos brasileiros a representantes da marca Garrett de todo o mundo, com possibilidade de fechar novos negócios.
Ricardo Rampaso, gerente de vendas e marketing da Honeywell no Brasil, considera que a atuação no mercado sul-americano aumentou a relevância da região e agregou conhecimento para a empresa. “Somos responsáveis pela venda e assistência técnica para uma frota mesclada de modelos produzidos na região e também de marcas importadas de várias partes do mundo, assim estamos sempre atentos a novos produtos e à estratégia de serviços”, esclarece.
O executivo destaca que a exposição da estratégia adotada no mercado de reposição sul-americano no congresso global da Honeywell coincide com a marca recorde atingida pela indústria automobilística da região, com volume anual de produção superior a 5 milhões de veículos. “Esse volume torna a região um mercado de grande potencial e a sua evolução contribuirá para ampliar a importância da empresa brasileira no âmbito da matriz.”
ESTRATÉGIA “PÉ NA ESTRADA”
Em 2009, quando a crise econômica internacional causou a redução dos pedidos das montadoras, para manter o ritmo de produção o mais próximo possível do normal, a Honeywell brasileira buscou ampliar sua presença no aftermarket no mercado doméstico e em países da América do Sul. “Metemos o pé na estrada.” Assim José Rubens Vicari, diretor-geral da companhia para a América do Sul, definiu a estratégia adotada na região.
O resultado prático é que as vendas para o mercado de reposição cresceram para o nível de 40% da produção da fábrica brasileira, sendo que metade desse volume foi exportada, com faturamento superior a US$ 20 milhões já em 2010. O fornecimento direto às montadoras de veículos comerciais representa 60% dos negócios, mas este ano a estimativa é que o porcentual caia para 50% e o aftermarket consuma os outros 50%.
Com veículos diesel de várias marcas e origens rodando na América do Sul, existem muitas carências de serviços e reposição de peças na região. Com essa percepção, a Honeywell apostou em preencher algumas dessas lacunas, incluindo o desenvolvimento de produtos específicos para atender esse mercado. A estratégia deu certo e agora surgem perspectivas de abastecer com esses mesmos turbos o aftermarket da Europa, Ásia e África.
Segundo a Honeywell, a fábrica brasileira já exporta produtos para os mercados da Europa, Ásia e América do Norte, sempre por meio de subsidiárias que coordenam as vendas nessas regiões. Na América do Sul, em 2011 as vendas cresceram em todos os países onde a empresa atua, exceto na Venezuela.