Um dos antídotos para evitar a ausência de novas idéias no ambiente corporativo é o investimento no estágio, que capacita os jovens para exercer seu potencial e vencer os futuros desafios da empresa. Os estudantes trazem novo ânimo e oxigênio, contagiando o ambiente, com informações, muitas vezes inovadoras, que trazem consigo das salas de aula e podem alavancar os resultados. Portanto, em época de crise, é um trunfo a mais que as organizações podem tirar da manga.
Para o jovem, conseguir um estágio é um salutar complemento da sua formação, importantíssimo para seu desenvolvimento futuro na profissão. Mas para chegar lá e alcançar o sucesso almejado – que pode ser traduzido pela efetivação -, é necessário mostrar competência, força de vontade e, acima de tudo, dedicação. No ditado popular, seria como juntar a fome com a vontade de comer. A fome dos estagiários por uma chance para adquirir conhecimentos práticos e mostrar seu talento; para as empresas, a vontade de formar seu próprio capital humano, dentro de suas diretrizes e cultura corporativa.
Os empresários já acordaram para a importância de investir na formação dos colaboradores, de qualquer nível, dada às exigências atuais dos tempos modernos. Vou insistir: só sobreviverá no mercado aquele que investir em pessoal qualificado. E para ajudar na construção desses talentos, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) atua, há 45 anos, como uma eficiente ponte entre a escola/universidade e as empresas, já tendo encaminhado mais de oito milhões de jovens para o mercado de trabalho. Quem investe na juventude, está enriquecendo suas possibilidades de um presente e futuro promissores. É como se fosse uma poupança, na qual se aplica para colher frutos dentro de poucos anos. Neste momento, em que a crise financeira ronda as atividades empresarias, mas com fissuras no Brasil bem menores, o investimento no talento dos jovens é uma saída engenhosa e inteligente para o empreendedor e – porque não dizer – para o país.
* Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e diretor da FIESP.