
O novo braço de powertrain do Grupo Renault iniciou os trabalhos de forma oficial. A Horse começou suas atividades no mercado automotivo no último sábado, 1, com o objetivo de se tornar uma fornecedora global de motores eletrificados e a combustão, enquanto já prepara uma parceria com a Geely.
Com sede em Madri (Espanha), a empresa se vale da estrutura da Renault. São 9 mil funcionários, oito fábricas com capacidade para 3,2 milhões de unidades por ano e três centros de Pesquisa & Desenvolvimento, com presença global em sete países: além do Brasil, Argentina, Chile, Espanha, Portugal, Romênia e Turquia.
A nova divisão da fabricante francesa vai desenvolver novas gerações de motorizações híbridas e também a combustão, com baixas emissões. Além dos híbridos, segundo a Horse, os futuros propulsores poderão integrar diferentes tipos de conjuntos com combustíveis alternativos, como sintéticos, hidrogênio, GLP, GNV e etanol.
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Além de Renault e Dacia, que fazem parte do mesmo grupo automotivo, a Horse vai fornecer motores para Nissan e Mitsubishi, marcas que integram da Aliança Global com a francesa. A ideia é também oferecer conjuntos completos para outras montadoras: motores, transmissões, sistemas de hibridação (xHEV) e baterias.
Renault Horse e Geely farão parceria
Dentro desta estratégia de fornecedora global, a Renault e a Geely formalizarão uma joint venture nas próximas semanas com suas subsidiárias. O negócio, já previamente acordado no início do ano, envolve Horse, Aurobay (da montadora chinesa), além da petrolífera saudita Aramco como um dos principais investidores.
Além do desenvolvimento de motores eletrificados e a combustão de baixa emissão, a JV promete investir em pesquisa e desenvolvimento de soluções de combustíveis sintéticos e de tecnologias a hidrogênio. O objetivo é fornecer powertrains para outras montadoras e atrair novos parceiros e acionistas em projetos de propulsores de baixas emissões.
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Segundo as fabricantes, o portfólio combinado da Geely e do Grupo Renault vão viabilizar a oferta de produtos para 80% do mercado de motores de combustão interna. Europa, América do Norte, América Latina e China estão entre as regiões em que a joint venture pretende atuar.
“Em 2040, os veículos equipados com motores a combustão e híbridos ainda vão representar mais de 50% das vendas mundiais. A Horse vai liderar este mercado, com sua expertise tecnológica e soluções de baixas emissões posicionadas no topo de seus segmentos”, avisou o CEO da Horse, Patrice Haettel.