No mesmo espaço montado no Anhembi, além dos modelos importados ou montados aqui pelo Grupo Caoa, a Hyundai vai lançar oficialmente o hatch HB, modelo derivado do i20 projetado para ser o primeiro carro da marca fabricado no Brasil, que deverá ser a principal atração do estande no salão paulista.
O arranjo mostra que a união entre o Grupo Caoa e a Hyundai é bem mais forte do que tem sido especulado na imprensa, que várias vezes nos últimos anos veicula notícias sobre a separação das empresas, com a possível compra dos negócios do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade. Se isso um dia acontecer, deve demorar, dado o elevado grau de dependência da Hyundai com a Caoa, que já tem fábrica própria e, principalmente, rede de concessionárias já estabelecida, o que leva alguns anos para construir.
Segundo algumas fontes, o contrato atual entre as partes estabelece que o Grupo Caoa tem a exclusividade de fabricação e venda de qualquer modelo Hyundai com motorização acima de 2 litros, justamente os que são montados em Anápolis. Todos os modelos com motor abaixo disso poderiam, em tese, ser negociados em rede de concessionárias independente da Caoa, mas para isso a Hyundai ainda precisa percorrer um longo caminho para formar sua malha de distribuição, o que não foi feito até agora. Portanto, nesse momento o custo para isso parece não valer a pena para a Hyundai, que deverá continuar a usar a já bem estabelecida rede de Andrade para vender todos os carros da marca, sejam eles importados ou fabricados em Piracicaba ou Anápolis.
Ao menos por enquanto, os laços entre Hyundai e Caoa parecem bem atados. Executivos de ambas as empresas têm encontros constantes e traçam estratégias em comum para os próximos anos, como mostra o caso do estande expandido no próximo Salão do Automóvel.