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de carro por aí

Hyundai HB20 inicia novo ciclo do mercado nacional

Bom, garantido por cinco anos, representante do atual conceito de insuperável qualidade coreana, o Hyundai HB20 – H de Hyundai, B de Brasil, 20 da plataforma – chega ao mercado em outubro. Como diz o título, inicia novo movimento no mercado dos carros brasileiros. Junto com ele, o Toyota Etios, com vendas também em outubro, e o Honda Brio, para 2013, são as grandes referencias, os concorrentes a serem perseguidos pelos carros ora existentes no mercado nacional, em especial os do segmento de preço entre R$ 20 mil e R$ 30 mil – VW Gol, Fiat Palio, Ford Fiesta, e o Chevrolet Classic em fim de linha.
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Redação AB

14 set 2012

7 minutos de leitura

É o segmento em que as quatro maiores dominam 94,8% das vendas – e mais concorrentes querem se fazer presentes para atender à faixa de ascensão econômica de novos clientes. Os três novos têm característica comum: foram formatados para mercados em desenvolvimento, os Brics – Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul. No específico, todos já estão na Índia.

A Hyundai adotou estratégia inteligente vindo ao mercado com veículo menor, com plataforma para uso confortável a quatro passageiros, capaz de gerar versões como hatch, sedã quatro portas, utilitário esportivado e, se o caso, picape, exatamente no segmento de maiores vendas, além de permitir motorização de várias cilindradas. A linha comum, de atualização tecnológica, é o emprego de motor 1.0 com três cilindros, 12 válvulas – único no Brasil – e o 1.6, aqui conhecido por equipar os Kia Soul e Cerato. A Kia, todos sabem, é marca Hyundai e com ela divide componentes.

Boa característica dos motores é a atualidade tecnológica, medida pela potência fornecida, respectivos 80 e 128 cv, as maiores do país nestas cilindradas. Os veículos se compõem com câmbio mecânico de cinco velocidades e opção automática, com 4 marchas – anteriormente empregadas em Soul e Cerato – para motor 1.6. Em termos de refinamento, a versão de topo terá comandos de som no volante. O HB20 começa com versão quatro portas hatch, e mostrará no Salão do Automóvel, outubro, um sedã e um esportivado a ser produzidos em 2013.

A rica sequência é para instigar compradores e motivar a rede. A distribuição, como descrito pela Coluna, cindiu a operação da marca. A Caoa, representante, importadora, com pequena industrialização em Goiás, venderá seus produtos e os importados. A nova rede de 100 concessionários comercializará inicialmente os novos produtos Hyundai a partir do HB20, e versões, visando produzir, em sua nova fábrica em Piracicaba, SP, 150 mil unidades anuais. O volume e variações são para viabilizar o negócio dos novos distribuidores.


Como é

Cumpre o be-a-bá das exigências do mercado neste segmento, mostrado nos produtos reeditados dos concorrentes: bom espaço interno, recheio de equipamentos, confortos de eletrônica, motores pequenos e de pouco consumo, garantia maior. Painéis de porta e de instrumentação em plástico cinza fosco de contato agradável e bom alinhamento. A distribuição de espaços é muito boa, bem comparada ao Toyota Etios: deixa um motorista de 1,80 metro de altura dirigir com o banco recuado e, deixando distância de conforto para o banco traseiro.

Cumpre o desejo dos motoristas de hoje, com espaço, conteúdo de confortos, relativa segurança passiva. Não será o mais barato da turma, e o preço especulado, de R$ 27.990 ficou para trás porque não haverá HB20 pelado, apenas bem equipados. Os R$ 31.995 para a versão inicial, embute não apenas elevada dose de confiança, entusiasmo, ar, direção, duas almofadas de ar, sem ABS. A versão completa, 1.6, transmissão automática, fricotes eletrônicos, a presumidos R$ 42.000.

Para situá-lo, será esteticamente o mais atrevido da nova turma do segmento. Etios como intermediário, Brio com a caretice insossa dos Fit e City.

Volkswagen/

O evento visto do Castelo.

Roda-a-Roda
Retalho
– A tendência brasileira em remendar normas terá reforço na importação de veículos. O governo faz cálculos e projeções compatibilizando investimentos e instalações das fábricas recém-chegadas com descontos na tabela sobre o IPI, fórmula de exceção e sem acatamento pacífico.

Costura
– Para evitar a cara de quebra galho, o governo incluirá nas tabelas de redução, um arrepio às montadoras no Brasil: redução de consumo, com etanol ou de gasálcool. Na tabela, baixar 22% em consumo, permitirá abater 2% no IPI.

Susto
– O governo federal assustou-se com aviso da Nissan: ou aumenta a cota de importações de veículos do México – com quem o Brasil tem acordo comercial – ou freará a construção da fábrica de Rezende, RJ. Cota inicial, 120 mil veículos para 2012 acabou em agosto. O setor quer mais 30 mil. Outro remendo em cobertor curto.

Internacional
– Pela primeira vez diretores da matriz alemã da Volkswagen virão ao Salão do Automóvel em S Paulo. Trarão 150 jornalistas especializados da Europa e, na véspera, farão o Media Night, festa de confraternização com diretoria, imprensa europeia e local, suas 12 marcas espalhadas pelo mundo.

Relevo
– Duas fora do Salão, apenas no Media Night: Lamborghini, – o importador, também de Ferrari, Maserati e Rolls-Royce, desentendeu-se com a organizadora Reed Alcântara Machado sobre preços cobrados -, e motos Ducatti, marca italiana recém-adquirida através da Audi.

Leitura
– Para entender, o Brasil voltou a lugar de relevo na organização VW. A visita, completa, inclui, até, a superintendente mundial de festividades, comida e bebida na marca, define o sucesso do austríaco, agora brasileiro e presidente da montadora no Brasil, Thomas Schmall.

Pois é
– A operação VW no Brasil tem reconhecimento junto à matriz, mas não deve conseguir trazer para cá a produção do Golf 7a. geração, apresentada em avant première no domingo passado. Ela nivelará a produção mundial do produto. Hoje a Alemanha faz a 7a. geração, África do Sul a 5a., e o Brasil a 4a.
Perdeu, Brasil – Mudado, mais leve, tecnologia com espessuras diferentes à chapa nos mesmos painéis, a ser adotada em suas fábricas do novo Golf. México deve ser a escolha, como o fez a Audi há dias.

Turbo
– Para você o turbo apenas aumenta performance? Creia, você terá carro assim. É caminho mundial aplicá-lo a motores de baixa cilindrada, menores, mais leves, menos gastadores, menos poluentes, para o uso do dia a dia.

Eficiência
– Para mostrar a ligação com tal tecnologia no Brasil, a Ford fará dia 17 em São Paulo, 2º. Worshop de Tecnologia e Eficiência Energética, apresentação, exposição de vantagens, quebra de resistências a seu motor EcoBoost, aplicado ao Fusion – surpreendente 1.0, três cilindros, turbo Garret de geometria variável. Quer convencer a imprensa e, daí, clientes.

Aliás
– A apresentação do novo Fusion, ajeitado e com cara de Aston Martin, precederá o Salão. Com ele a Ford quer disputar os dois prêmios de imprensa mais relevantes no mercado: Abiauto, de jornalistas especializados, e Top Car TV.

Cisma
– O Top Car definiu. Pré-inscritos a participar, apenas os à venda no momento da votação e já analisados por seus membros. Coisa racional.

Objetivo – Visa acabar a distância entre marcas com frota para avaliação de imprensa, e outras que levam seus carros a evento pontual – com fé em argutos analistas aptos a formar juízo de valor dirigindo três minutos. Há umas e outros.


Ponta de estoque
– A Caoa, representante da Hyundai, anuncia o goiano Tucson a R$ 64 mil, metade de entrada e restante em 24 meses. Ter veículos 2011, indica vendas inferiores à produção, e sinal de horizonte turvo e próximo.

Festa
– A revista Carro Hoje comemora 1 ano de circulação semanal. Única na frequência, matérias curtas, objetivas, sobre automóvel e seu uso. R$ 3,50.
Museus – Texto interessante, lista 10 museus de automóveis para conhecer no mundo. Cinco no Brasil e o combativo Museu Nacional do Automóvel, em Brasília.
Situação – O Museu resiste à mais recente investida de escuridão: a Advocacia Geral da União requereu e juiz federal concedeu lacrá-lo. Será fechado o único equipamento cultural no mundo dedicado à indústria automobilística de seu país.

Preço
– O Museu recorre, agita, ingrata luta contra o aparato do estado pago por mim, você, por nós. O pedido, risível, demonstra o padrão da administração pública brasileira: querem o espaço para guardar arquivo morto de órgão extinto.