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IA Generativa é para já

#ABX24 discute as potencialidades e as oportunidades que o setor automotivo tem com a Inteligência Artificial e que as empresas podem (e devem) começar a adotá-la rapidamente
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Eduardo Pincigher

01 out 2024

3 minutos de leitura

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“Nunca houve tanto poder para as pessoas”. Essa foi uma das provocações feitas pelo head of generative AI da Amazon, Ricardo Alem, que abriu o Automotive Business Experience – #ABX24 com um tema totalmente disruptivo, embora, como se viu, de extrema importância para o futuro da mobilidade: a Inteligência Artificial (IA) Generativa.

O executivo enumerou diversos exemplos para sustentar a relevância da IA Generativa, inclusive no próprio setor automotivo. Resumidamente, o que se viu foi que a aplicação imediata pode ser efetuada na gestão dos dados, no CRC (relacionamento com clientes), além de em pesquisa e desenvolvimento e processos internos de produção. 


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Didático, Alem enumerou as quatro etapas que cada empresa interessada em ingressar no tema devem considerar: as ferramentas adequadas, a necessidade de empreender a reorganiz

ação do trabalho, a riqueza da base de dados como insumo principal e a importância que as lideranças da empresa precisam dar à IA Generativa.

IA Generativa no campo da mobilidade

A palestra do executivo da Amazon serviu como introdução ao primeiro painel da manhã, no palco principal: “Da ficção à prática: o que a Inteligência Artificial Generativa tem a oferecer ao setor de Mobilidade”.

Participaram os executivos Henrique Florido, diretor de inteligência artificial da Minsait, Carlos Tunes, líder do software de sustentabilidade da IBM Brasil, André Oliveira, diretor de engenharia da Ford América do Sul, e Fernando Vaz, diretor de RH, TI e suporte ao negócio da Hyundai Brasil. A mediação coube à editora-chefe de AB, Giovanna Riato.

Técnica que usa a IA para criar novos conteúdos, como imagens, textos, áudios e até músicas e vídeos, a IA Generativa funciona a partir de modelos treinados com grandes conjuntos de dados para aprender padrões e estruturas, o que permite criar novos conteúdos realistas e inovadores. 

Tunes, da IBM, mencionou que a companhia atua há mais de dez anos com IA Generativa e que o ideal é que essa tecnologia deva estar em todos os departamentos da empresa, da diretoria ao chão de fábrica, criando uma consciência de engajamento com todos os líderes que seja replicada em cascata aos demais colaboradores. 

O executivo da Hyundai corroborou com essa necessidade. Ele apontou os grandes investimentos da montadora em treinamento, não só para edificar projetos com clientes, mas também com funcionários da companhia. E deu o mapa da mina.

“Além de vultosos investimentos em treinamentos, temos parcerias com várias universidades para captar novos talentos”, garantiu Vaz.

Ética da IA Generativa em pauta

Carlos Tunes levantou outra questão importante: a responsabilidade ética de lidar com o tema. “A IBM utiliza uma curadoria muito severa para abastecer o banco de dados, visto que o uso de fontes não confiáveis compromete os próximos passos”, advertiu.

“Fato. Nunca houve tantos dados à disposição, uma vez que, diferentemente do passado, hoje temos um poder computacional bastante elevado”, complementou Henrique Florido, da Minsait.

O executivo da Ford, por sua vez, destacou que o maior erro que costuma ser cometido pelas corporações é a crença equivocada de que a IA vai substituir os seres humanos. “

A IA precisa ser treinada, E isso sempre será feito por pessoas. Ela pode até passar a ocupar alguns postos de trabalho, mas as pessoas serão realocadas, exatamente para continuarem alimentando os bancos de dados”, opinou André Vaz, lembrando que a Ford utiliza a IA em ensaios (testes virtuais) no seu Centro de Desenvolvimento Tecnológico, na Bahia.