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Redação AB
A retomada da produção no segmento de caminhões e na indústria extrativa foram os principais motores para a recuperação da indústria brasileira, que cresceu 1,3% em fevereiro com relação a janeiro, o resultado mais elevado desde fevereiro de 2011, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 3, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Puxado pelos caminhões, o setor de veículos teve crescimento de 13,1% enquanto a indústria extrativa apurou aumento de 9,3% em sua produção no mês passado.
Segundo o coordenador da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, André Macedo, o crescimento deve-se à retomada da produção nesses dois segmentos, que haviam enfrentado paradas ou problemas em janeiro.
“No setor extrativo, as chuvas de janeiro afetaram o resultado da produção e no caso dos veículos, houve a questão da paralisação de várias unidades produtivas de caminhões. No mês de fevereiro, com a normalização da produção extrativa e com a volta da produção de caminhões, houve um ganho no setor industrial”, disse.
Na comparação com fevereiro de 2011, a produção da indústria caiu 3,9%, a sexta taxa negativa consecutiva nesta comparação, e a mais alta desde setembro de 2009, quando a produção havia recuado 7,6%. Ainda na comparação anual, o setor de veículos apresentou o pior resultado: com relação a fevereiro do ano passado a produção caiu 28,3% e no acumulado do ano houve retração de 27,6%. Para esses resultados o segmento de caminhões também foi o que mais contribuiu. Em janeiro, as montadoras do segmento paralisaram suas linhas e concederam férias coletivas para a maior parte de seus turnos, o que resultou numa base de comparação muito baixa com fevereiro, quando as linhas voltaram a operar.
AUTOMÓVEIS
Os altos níveis de estoques de automóveis levaram as montadoras a novas paralisações, o que puxou a queda de 4,3% na produção de bens duráveis, na passagem de janeiro para fevereiro, informou o IBGE.
“No que se refere aos automóveis, há claramente um comportamento negativo nos últimos meses. O que se observa ainda é um nível de estoque acima do seu padrão usual”, disse Macedo.
Em 2012, a produção de automóveis acumula uma queda de 26,6%. No mesmo período, a fabricação de bens duráveis caiu 15,4%.
“As plantas industriais ainda estavam realizando paralisações de alguns dias para tentar normalizar seus estoques. Quando se compara o estoque de fevereiro de 2012 com fevereiro de 2011, há ainda aumento de 11,3%. Então, mesmo que tenha havido uma redução, ainda está em patamar alto”, afirmou Macedo.
Com informações da Agência Brasil.