
“O maior impacto para a produção industrial foi o de veículos automotores, com claro destaque tanto dos caminhões quanto dos automóveis”, afirmou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, durante a divulgação dos dados da indústria em janeiro.
Sobre janeiro de 2012, o segmento de veículos cresceu 39,3% e também puxou o crescimento de 5,7% da indústria nacional neste intervalo. O resultado foi influenciado por uma base de comparação baixa, devido a paralisações nas montadoras registradas há um ano.
Por segmento, em janeiro de 2013, a produção de automóveis cresceu 25,3% em relação a janeiro de 2012, segundo o IBGE, enquanto a de caminhões aumentou 206,4%. Em janeiro do ano passado a produção de caminhões havia recuado 65,5%, enquanto a de automóveis tinha caído 19,1% na comparação com mesmo mês de 2011.
“Nos caminhões, a produção em janeiro do ano passado chegou quase a zero por causa da mudança na motorização (Euro 5). Os automóveis também tiveram paralisação na produção, mas com outro motivo, porque a atividade estava com nível de estoques bem acima do seu padrão habitual”, explicou Macedo.
A associação das fabricantes de veículos, Anfavea, também anotou recuperação do setor no fechamento do primeiro bimestre (leia aqui).
Das 18 atividades industriais que apresentaram crescimento na produção de janeiro entre as 27 pesquisadas, os destaques, além de veículos, foram as atividades de refino de petróleo e álcool, que subiu 5,2%, e a de máquinas e equipamentos, com avanço de 5,7%.
O IBGE também revisou o resultado da produção industrial em 2012. Inicialmente, o instituto divulgou que a indústria apresentou queda de 2,7% na produção no ano passado. No dado atualizado, a queda foi de 2,6%. A revisão também afetou o mês de dezembro. Antes, o IBGE informou que o setor havia estagnado entre novembro e dezembro, após a revisão, a indústria apresentou crescimento de 0,2% no período.
Segundo o IBGE, revisões são rotineiras e ocorrem sempre quando há uma nova divulgação da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, porque algumas informações prestadas pelas indústrias chegam com atraso ao instituto.