|
|||||||||||||||||||||||||||
Daniela Amorim, da Agência Estado
Rogério César de Souza, economista-chefe do IEDI – Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, disse à jornalista Daniela Amorim, da Agência Estado, que o recuo de 0,2% na produção industrial na passagem de julho para agosto já era esperado e confirma a tendência de desaceleração no setor. “Não há nada nesse horizonte que diga que o resultado vá mudar nos últimos meses do ano”, afirmou.
Souza lembrou que em agosto a indústria começa a responder às encomendas para o fim do ano. Mas os altos estoques em alguns setores podem impedir que a produção seja incentivada pelo efeito sazonal. “Não sei até que ponto o estímulo de fim de ano pode contribuir para a produção hoje”, contou.
O economista-chefe do IEDI prevê que a produção industrial feche o ano de 2011 com avanço de 2% a 2,3%. No acumulado de 12 meses encerrados em agosto, o índice já está em 2,3%. “O que assusta é a produção de bens intermediários abaixo de 2,0% no acumulado de 12 meses, no patamar de 1,9%. É um setor importante, principalmente na produção para o fim do ano”, ressaltou Souza.
Ele também não vê motivos para comemorar o resultado da produção de bens de capital, que subiu 0,9% ante julho e 8,6% frente a agosto de 2010.