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Igreja Católica deixa de investir em combustíveis fósseis

Caritas Internationalis, três bancos católicos com saldo de cerca de € 7,5 bilhões, várias dioceses e uma coalizão internacional de instituições católicas anunciaram que vão deixar de investir em combustíveis fósseis para proteger o planeta.
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Redação AB

10 mai 2018

2 minutos de leitura

O presidente da Cáritas Internationalis, cardeal Luis Antonio Tagle, disse que os pobres sofrem muito com os impactos da crise climática, e os combustíveis fósseis são uma das principais causas dessa injustiça. “É por isso que encorajamos nossas organizações e grupos ligados à Igreja a fazer o mesmo”, disse, em referência à orientação da entidade de não mais investir em fontes de energia fósseis.

A posição da Cáritas está ligada à decisão dos principais bancos católicos de fornecer a seus investidores opções responsáveis e abordar a mudança climática. Entre as instituições que anunciaram o compromisso estão o Pax Bank, o Bank Im Bistum Essen eG e o Steyler Ethik Bank.

“O desinvestimento é um caminho importante para a Igreja mostrar liderança no contexto da mudança climática. Louvados sejam todos aqueles que servem os mais vulneráveis, protegendo o meio ambiente”, disse o cardeal Tagle.

O grupo, de 35 instituições, se junta a 60 organizações católicas que atendem ao chamado do papa Francisco de instituir práticas financeiras moralmente sólidas.

O fundador da Catolic Impact Investing Collaborative, um grupo de instituições católicas que administram coletivamente mais de US$ 50 bilhões, John O’Shaughnessy, explicou que “o desinvestimento de combustíveis fósseis” envia um sinal importante: “As instituições financeiras estão cientes de que esses investimentos não são sustentáveis e provocam grande dano à sociedade. Cada vez mais, os gerentes financeiros estão se afastando de energia suja e avançando para uma futuro limpo e sustentável”, disse.

Este compromisso é coordenado pelo Movimento Mundial Católico pelo Clima – ao qual pertencem mais de 650 organizações. Seu diretor executivo, Tomás Insua, explicou que “quando se trata de proteger o lar comum, não há tempo a perder”.

“Nos livrarmos dos combustíveis fósseis é importante para reduzir a curva de emissões de CO2 o mais rápido possível, e a liderança da Igreja nesta questão nunca foi tão importante”, disse ele.

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Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
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