A consultoria avalia que a recuperação do mercado vai se sustentar até o fim do ano no ritmo atual, bastando para isso que de agosto a dezembro a vendas repitam o resultados parecidos com os de julho (174 mil emplacamentos). Para sustentar a produção, espera-se ligeira retomada das exportações.
Para o mercado argentino, os volumes seguem bastante deprimidos e a consultoria ajustou ligeiramente para baixo as projeções de mercado interno: 287,5 mil veículos leves vendidos, em queda de 35,3% sobre 2019. Para 2021 a estimativa também caiu um pouco, para 292,5 mil, em leve alta de apenas 1,4% sobre 2020.
Para a produção argentina, graças à recuperação um pouco mais rápida no Brasil – maior comprador de carros argentinos –, os números subiram ligeiramente. A consultoria projeta que sejam produzidos 257 mil carros e comerciais leves na Argentina este ano, o que significa retração de 24,3% sobre 2019. Para 2021 também houve ligeira melhora, esperando-se 353,2 mil unidades montadas, em crescimento de 37,4% – dois meses atrás a alta esperada era de 40%.
O índice SAAR (Seasonally Adjusted Annual Rate) da IHS Markit, que calcula o volume anualizado de vendas de veículos leves no Brasil com base no resultado dessazonalizado mensal, segue apontando a tendência de recuperação das vendas, indicando resultados anual de 1,74 milhão de emplacamentos. No auge da crise, em abril, a fraca força das vendas do mês apontava para apenas 676 mil veículos leves vendidos em 2020.
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