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Implementos começam o ano em baixa

Assim como as vendas de caminhões, as de implementos rodoviários também começaram o ano em tendência de queda. Os emplacamentos registrados em janeiro ficaram 26,3% abaixo de mesmo mês do ano passado: foram 3.473 unidades contra as 4.713, entre leves e pesados. Os dados são da Anfir, associação que reúne as fabricantes de implementos.
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Redação AB

07 fev 2017

2 minutos de leitura

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Veja aqui
os dados de emplacamentos da Anfir.

Veja aqui outras estatísticas em nossa página AB Inteligência.

Embora tenha encerrado o primeiro mês do ano com volume maior, o segmento leve, que considera carrocerias sobre chassis, observou a maior queda na comparação anual, de iguais 26,3% do segmento em geral, passando de 3.014 unidades para 2.006. Já no de pesados, que compreende reboques e semirreboques, houve recuo de 13,6%, para 1.467 produtos emplacados.

Desde o fim de 2016, a Anfir aposta em uma retomada para este ano: “Acreditamos que ao final do ano teremos registrado desempenho positivo de aproximadamente 10%”, afirma o presidente da entidade, Alcides Braga.

Entre os fatores que podem influenciar esta esperada recuperação, o executivo aponta efeitos positivos observados no segundo semestre do ano passado. “Contamos também com os planos do governo em realizar novos empreendimentos de infraestrutura com mais ações de investimento do BNDES e sem deixar de lado o bom desempenho da agricultura que deverá registrar nova safra recorde”, completa.

Além disso, a Anfir aposta no aumento das exportações a partir de seu projeto criado no ano passado em parceria com a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que visa aproximar as empresas da indústria brasileira de potenciais mercados e clientes, especialmente na América do Sul. O volume de negócios é estimado em US$ 35,1 milhões. “Uma parte dessa receita poderá ser contabilizada já neste ano com a conclusão das vendas”, afirma Mario Rinaldi, diretor executivo da Anfir.

A realização da Fenatran, maior feira do setor de veículos comerciais na América Latina, também é apontada como fator positivo para este ano. “O evento é tradicionalmente um polo gerador de negócios por concentrar a atenção de todo o setor de logística de carga rodoviária”, finaliza Rinaldi.