
No acumulado de dois meses, com a soma dos segmentos, o setor de implementos rodoviários registrou queda de 3,02% no primeiro bimestre, totalizando 27,5 mil unidades emplacadas.
“O ambiente atual favorece a aquisição de implementos rodoviários do segmento pesado, com disponibilidade de crédito e taxa de juros melhor. O resultado é o crescimento de 27,55% no primeiro bimestre”, explica em nota o presidente da associação, Alcides Braga.
O executivo aponta que o setor de leves precisa de mais atenção no quesito oferta de crédito: “Esse segmento é majoritariamente formado por pequenas e médias empresas que têm mais dificuldade de acesso a linhas de financiamento com juros melhores. Por isso o desempenho de vendas de carrocerias sobre chassi ainda segue negativo.” Segundo a entidade, 89% das associadas estão entre micro, pequenas e médias empresas.
O cenário macroeconômico tem beneficiado o setor de implementos neste início de ano, como a produção industrial brasileira, que registrou aumento de 2,5% em janeiro sobre dezembro, segundo dados do IBGE. A pesquisa mostrou que houve alta de 8,2% na produção de bens de capital, 0,9% de bens intermediários, 2,5% de bens de consumo duráveis e 0,2% de bens de consumo semi e não duráveis.
“Esses indicadores mostram que há retomada na atividade industrial como um todo beneficiando diretamente o setor produtor de implementos rodoviários”, comentou o diretor executivo da Anfir, Mario Rinaldi.
