
O setor de implementos rodoviários registrou queda de 13% das vendas entre janeiro e setembro deste ano na comparação com iguais meses do ano passado, ao licenciar 41,6 mil unidades, entre leves e pesados. Os dados foram divulgados na sexta-feira, 6, pela Anfir, associação das fabricantes, que aponta trajetória de recuperação, uma vez que o índice de retração está menor a cada mês.
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Por segmentos, o de pesado apresenta a menor queda do setor no acumulado, de 6,19%, com volume de 17,3 mil unidades, entre reboques e semirreboques. Segundo a Anfir, entre as 15 categorias deste segmento, oito delas estão com emplacamentos acima das 1 mil unidades e dentre as quais, cinco apresentam crescimento no comparativo anual.
“Esse indicativo em meio ao ambiente geral de retração corrobora a impressão do setor que estamos em rota de recuperação, lenta, mas sem oscilações para baixo”, avalia o presidente da entidade, Alcides Braga.
Já no segmento leve, que considera carrocerias sobre chassis, a retração ainda está em dois dígitos: no acumulado dos nove meses do ano, o índice é de 17,2%, ao passar de 29,3 mil para 24,3 mil em um ano.EXPORTAÇÕES
De acordo com os dados mais recentes disponíveis pela Anfir, as exportações de implementos rodoviários fabricados no Brasil foram 4,7% no acumulado de janeiro até agosto sobre o mesmo período do ano passado, para um total de 2,4 mil unidades.
Segundo o diretor executivo, Mario Rinaldi, as exportações obedecem outra dinâmica nos negócios e reforça a importância da indústria nacional de implementos em prosseguir com os esforços direcionados às exportações. Para isto, a Anfir renovou por mais um ano o acordo com a Apex Brasil, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, para desenvolver as exportações do setor.
“A renovação do acordo com a Apex-Brasil deverá trazer mais dinamismo aos esforços de internacionalização da nossa indústria”, afirma Rinaldi.
O acordo firmado em 2016 promoveu a participação de alguns fabricantes em rodada de negócios em outros países, como Colômbia e Chile. Potenciais clientes de outros mercados também participaram de eventos no Brasil.