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Implementos rodoviários recuam 22,39% até maio.

O desaquecimento dos mercados agrícola, sucroalcooleiro, construção, carga geral e outras categorias de negócios puxam para baixo as vendas de implementos rodoviários, que sofrem os reflexos do setor de caminhões. Nos primeiros cinco meses de 2009, as vendas do segmento fecharam com queda de 22,39% em relação ao mesmo período de 2008.
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15 jun 2009

2 minutos de leitura

No período foram emplacadas 40.146 unidades, ante 51.727 em igual período do ano passado.

De acordo com o Departamento de Estatísticas da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários o mercado de implementos pesados (reboques e semirreboques) registrou queda de 33,91%. Foram comercializadas 15.008 unidades de janeiro a maio de 2009, ante as 22.708 unidades adquiridas nos primeiros cinco meses de 2008.

De janeiro a maio deste ano, as fábricas de implementos leves (carroçarias sobre chassis) comercializaram 25.138 unidades, contra 29.019 unidades emplacadas no mesmo período do ano passado.

Segundo Rafael Wolf Campos, presidente da Anfir, as vendas domésticas continuam sendo o carro-chefe do setor de implementos rodoviários, mas as exportações são extremamente importantes para manter o bom desempenho do segmento.

“De janeiro a abril de 2009, no entanto, nossas exportações somaram 828 unidades, resultado 64,31% abaixo das 2.320 unidades exportadas em igual período do ano passado, quando fechamos o exercício com 7.230 unidades exportadas e um crescimento de 2,45% sobre 2007” – explicou.

Para Mário Rinaldi, diretor-executivo da entidade, as vendas externas de 2009 devem fechar o ano em queda em relação a 2008.

A queda dos mercados interno e externo fez a carteira de pedidos do setor despencar. Hoje o setor trabalha com cerca de 60 a 70% da capacidade instalada – e os números poderiam ser piores se não houvesse a redução do IPI no segundo trimestre de 2009.