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Importações de veículos caem 9,2% para Abeiva

As empresas associadas à Abeiva, organização que reúne os importadores de veículos sem fábrica no Brasil, registraram queda de 9,2% nas vendas no primeiro quadrimestre do ano em relação ao mesmo período do ano passado, para 52,1 mil unidades. Nesse mesmo intervalo, o mercado total teve queda menos expressiva, de 3,4%, para 1,07 milhão de unidades. Já a importação de veículos das montadoras filiadas à Anfavea cresceu 9,1%, para 208,8 mil carros.
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Giovanna Riato

14 mai 2012

2 minutos de leitura

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– Veja aqui as estatísticas da Abeiva

O adicional de 30 pontos no IPI aplicado sobre carros importados de fora do Mercosul e México é o principal motivo para a retração dos negócios dos sócios da Abeiva. Com a alíquota majorada, o IPI incidente sobre alguns modelos chega 55%. “Se analisarmos outras taxas, como importação, PIS/Cofins e ICMS, a carga tributária chega a 180% sobre o preço do carro”, calcula Flávio Padovan, presidente da organização.

Com o IPI gordo, as vendas da entidade, que até então cresciam em ritmo acelerado, começaram a perder espaço. Os carros nacionais responderam por 74,7% dos emplacamentos entre janeiro e abril, os importados trazidos pelas empresas associadas à Anfavea representaram 20,5% do total, enquanto as empresas filiadas à Abeiva tiveram market share de 4,7%. Do total importado no quadrimestre, a entidade respondeu por 18,4%. No ano passado esse porcentual ficava em torno de 25%.

Para Padovan, a queda vai se aprofundar nos próximos meses. “No início do ano muitas marcas ainda tinham estoques de veículos importados antes da elevação do IPI. A partir deste mês, não há mais este recurso”, explica. O executivo afirma que nenhum importador repassou integralmente o aumento da alíquota para o consumidor, já que isso frearia ainda mais as vendas. No entanto, o dirigente alerta que, se a situação continuar a mesma, muitas empresas terão com a saúde financeira comprometida.


CENÁRIO INCERTO

A associação espera medidas do governo para suavizar as perdas. Uma possível ação, aguardada ainda para este mês, é o estabelecimento de cotas de importação sem o adicional do IPI. Com isso, seria possível evitar a diminuição do número de concessionárias das 27 marcas da entidade.

Padovan evita fazer projeções de vendas diante do cenário incerto. Em março a associação divulgou expectativa nada otimista, de uma queda de até 40% nas vendas em relação ao ano passado, para cerca de 119,5 mil carros. O presidente lembra que, além de administrar o aumento do tributo, as empresas do segmento precisam ainda trabalhar para atrair os consumidores no contexto de retração da economia.

Assista abaixo a entrevista do presidente da Abeiva, Flavio Padovan, à ABTV: