Até maio foram exportados 162,4 mil veículos e importadas 169 mil unidades.
Embora a Anfavea mantenha até agora a previsão de vender a outros países este ano 500 mil veículos (foram 735 mil no ano passado), o cenário mostra que há excessivo de otimismo nessa estimativa. Pelo andar da carruagem as exportações não devem superar 400 mil unidades.
De janeiro a maio do ano passado foram exportados 308.627 veículos; este ano, apenas 162.447, com um recuo de 47,4%. No caso dos caminhões a queda é de 67,4%; para os veículos leves, de 46,5%.
O equilíbrio entre a entrada e saída de veículos novos através de nossas fronteiras leva a um empate também entre a produção local e as vendas domésticas.
A preservação do mercado interno de veículos leves no Brasil chama a atenção de muitos outros países, que amargam quedas expressivas nas vendas. Com a ajuda da relação cambial, as importações devem continuar elevadas em diversos segmentos – e não apenas na área dos carros de luxo e SUVs, abastecida em boa parte pela Coréia, México, Japão e Estados Unidos.
Veículos oriundos do Mercosul e México não pagam imposto de importação e, com regra geral, são trazidos pelas marcas que já possuem fábrica no Brasil. Produtos das filiadas à Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores são taxados em 35%.
Segundo o Estadão, de janeiro a maio as empresas filiadas à Abeiva
venderam cerca de 12 mil veículos, 17% a mais que em igual período do ano passado.
O Brasil está na mira também dos chineses. O grupo Chery planeja lançar quatro modelos até o final do ano, começando com o Tiggo montado no Uruguai. A empresa afirma que vai estabelecer uma fábrica no Brasil a curto prazo.