
As vendas das marcas associadas que mantêm produção nacional, Caoa Chery, Land Rover e Suzuki, somaram 6,8 mil unidades no período. Já as demais 2,4 mil unidades correspondem aos modelos de veículos importados pelas três empresas mais Aston Martin, BYD, JAC, Jaguar, Kia, McLaren, Porsche e Volvo.
Apenas em fevereiro os emplacamentos totais das associadas somaram 4,7 mil unidades, alta de 3% ante as vendas realizadas em janeiro e 10,5% a mais do que o volume licenciado em fevereiro do ano passado, indicaram os números do balanço.
De acordo com o presidente da entidade, João Oliveira, ainda pesa contra o setor o dólar valorizado ante o real, um dos responsáveis, segundo o executivo, pela queda de 37% das vendas dos modelos importados no primeiro bimestre na comparação com o mesmo período no ano passado.
“Os números indicam o fundo do poço, mas temos a expectativa de que a partir de março possa haver uma retomada dos números, com a melhoria dos indicadores”, disse o representante da entidade durante transmissão online.
O dólar no patamar em que está, por volta dos R$ 5, exerce forte pressão sobre os preços dos carros importados praticados no mercado brasileiro. Um quadro que, segundo Oliveira, contracena com a atual corrosão do poder de compra do brasileiro influenciada pelos juros altos e inflação.
Guerra preocupa importadores
Por outro lado, não é apenas o dólar caro que preocupa a Abeifa no momento. O conflito Rússia-Ucrânia também passou a ser um fator crítico neste momento para as suas associadas, uma vez que algumas delas mantêm parque de fornecedores na região afetada hoje pela guerra – veja como o conflito vai afetar a indústria automobilística global.
“Uma das nossas associadas, por exemplo, recebe chicotes elétricos de fornecedor instalado na Ucrânia. A situação na região acaba influenciando na operação logística da empresa”, contou João Oliveira.
No recorte com as três montadoras que mantêm fabricação aqui – Caoa Chery, Land Rover e Suzuki -, no entanto, houve alta de 29% nas vendas no primeiro bimestre, indicando que há demanda no país, ainda que a Abeifa se mostre cautelosa ao tratar deste ponto. “Muitos dos emplacamentos realizados agora foram fechados no ano passado”, contou o presidente da associação.
De todo modo, a entidade projeta um crescimento de 2% nos licenciamentos este ano em relação ao total emplacado no ano passado pelas suas associadas. Se o prognóstico se confirmar em dezembro de 2022, as associadas da Abeifa vão registrar cerca de 26 mil unidades emplacadas este ano.
